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Guga estréia em simples no Brasil Open à noite

Gustavo Kuerten inicia sua caminhada final. Será lembrado como o maior nome do tênis masculino brasileiro, com façanhas jamais imaginadas como a de ganhar um torneio do difícil circuito do Grand Slam. Fez mais. Conquistou Roland Garros em épica campanha, em 1997, e depois alcançou o tricampeonato com as coroas de 2000 e 2001. Com a força de um gênio, levantou ainda a Copa do Mundo de Lisboa de 2000, vencendo semideuses, como Pete Sampras e Andre Agassi. Nesta noite, na Costa do Sauípe, na estréia em simples no Brasil Open, sem a mesma potência de golpes, agilidade ou eficiência, mas com igual carisma, Guga começa a dizer adeus, ao enfrentar o argentino Carlos Berlocq, número 75 do ranking mundial, por volta das 21 horas (com SporTV).
Em outros tempos, esse não seria um rival temível, mas, como tudo um dia acaba, o grande Kuerten não é favorito e uma derrota é resultado já encarado com conformismo. Com a idéia de retribuir o afeto, Guga dá início a sua turnê de despedida do tênis profissional, justamente no Brasil Open, único torneio da série ATP Tour do País.
Apesar do incentivo, conquistas e uma tremenda popularização do tênis em seus dias de glórias, Guga não deixa herdeiros. O tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo dá adeus ao tênis num dos piores momentos da história da modalidade no Brasil. Não há nem sequer um tenista entre os cem primeiros do ranking mundial. O Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, não teve brasileiro na chave principal de simples. O astro catarinense não perde as esperanças. Disse que tem planos de manter-se no tênis. Como jogador, está impossibilitado pelos problemas no quadril, mas vai trabalhar na formação de atletas ao lado de Larri.