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Honda inicia mudanças na equipe de Fórmula 1

Agência Estado
Por Agência Estado

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A Honda já começou a modificar o organograma de sua equipe de Fórmula 1. Os investimentos foram bastante elevados e os resultados, até agora, não corresponderam ao planejado. A função do seu diretor-técnico, Geoff Willis, é a primeira a ser revista. O engenheiro inglês não acompanhará mais o grupo de cerca de 70 pessoas que se desloca às corridas. "Geoff permanecerá concentrado no desenvolvimento do nosso carro no túnel de vento. A aerodinâmica é uma área em que não estamos onde poderíamos estar", explicou Nick Fry, diretor-geral da escuderia.



Os japoneses concordaram em pagar cerca de US$ 20 milhões a Frank Williams para liberar seu piloto, Jenson Button. Também aceitaram pagar alto para tirar Rubens Barrichello da Ferrari, além de praticamente reconstruir as dependências da antiga BAR, adquirida pela montadora japonesa, na sede próxima a Silverstone, na Inglaterra. Apesar de injetarem muito dinheiro no projeto, a Honda ocupa apenas a quarta colocação entre os construtores, com 29 pontos, diante de 91 da Renault, a líder.





"Não se trata de um único fator, mas a combinação de vários deles", diz Gil de Ferran, o diretor-esportivo da Honda, para justificar o desempenho abaixo do que a pré-temporada sugeria ser possível. "Não desfrutamos corretamente dos pneus, por exemplo, em condição de corrida", falou Gil. "Nossos freios, apesar da evolução, ainda não permitem performances regulares ao longo do GP", explica Rubinho.





O projeto do RA 006 foi coordenado por Geoff Willis, embora sua especialidade seja mesmo a aerodinâmica. Trabalhou com Adrian Newey na Williams. A notícia denota que, agora, Willis não terá mais carta branca para conceber o carro de 2007. Seu trabalho se restringirá mais aos estudos aerodinâmicos.





Já a concorrente da Honda, a Toyota, deverá mesmo fornecer seus motores para a equipe Williams a partir do ano que vem. Várias publicações na Europa dão o negócio como certo. O atual motor da Williams, Cosworth, apesar de ter iniciado bem o campeonato, já ficou para trás em relação à concorrência.





A Cosworth pertence, hoje, a dois empresários norte-americanos, Gary Forsythe e Kevin Kalkhoven, os coordenadores da Cart, e para acompanhar o desenvolvimento dos motores de times como a Renault e Ferrari, os dois cobram de Frank Williams um orçamento extra e bem maior do existente. E Frank Williams está sem dinheiro este ano. Assim, Williams e Toyota deverão trabalhar juntos em 2007.

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