ESPORTES
Juninho conta que perdeu cabelo com crise do Palmeiras
Apesar de o Palmeiras seguir na zona de rebaixamento, alguns jogadores já têm o que comemorar. Juninho é um deles. E o motivo para tanta felicidade nem está relacionado ao rendimento dele em campo nesse reinício arrasador do Verdão, mas sim à vaidade. Ele revelou, nesta quinta-feira, que as seguidas lesões que sofreu no primeiro semestre estavam fazendo o meia perder os cabelos. Literalmente.
"Toda vez que eu ia tomar banho saíam uns fiozinhos na mão. Pensei: o que está acontecendo? Fiquei preocupado de verdade. Não quero ficar careca, não. Meu pai tem bastante cabelo; meu avô não era careca, então eu é que não quero ficar careca", brincou o jogador, cheio de bom humor. "Só usei um xampuzinho. Um xampuzinho já deu certo."
A vaidade de Juninho falou tão alto que procurou se inteirar do que fazer para pôr fim ao problema capilar. Não chegou ao ponto de correr atrás de tratamentos especializados, mas conversou com alguns amigos atrás de dicas. "Implante? Tô fora. Me falaram que dói pra caramba. Se eu ficasse careca e o interlace não desse certo, colocaria peruca" exagerou.
Depois de pensar por alguns instantes, Juninho percebeu que seria estranho demais jogar usando uma peruca. Talvez ele tenha imaginado o que poderia acontecer em uma disputa de bola aérea, mas não perdeu a chance de dar uma cutucada no amigo Marcos. "Marcão não tem do que reclamar. Sorte a dele que tem a cabeça bem redondinha, sem defeito, senão ia ser difícil agüentar (as gozações)" disparou.
Para a sorte de Juninho, as contusões desapareceram de sua vida e, conseqüentemente, os cabelos pararam de cair. Agora, tem caminho livre para provar à torcida que está em plenas condições de ajudar a recuperar o Palmeiras no Brasileirão.
Contou que "antes, a pressão era muito grande. Diziam que eu estava bichado. Você fica louco para voltar a jogar e não consegue. Depois que me recuperei da lesão muscular, tomei uma pancada logo no primeiro lance contra o São Paulo, pela Libertadores, e fiquei mais um tempo fora. Voltei contra o Grêmio e já no primeiro minuto senti uma fisgada na coxa. Não tive coragem de pedir para ser substituído."
Neste sábado, às 18h10, contra o Paraná, no Estádio Palestra Itália, Juninho completará apenas sua quinta partida no Campeonato Brasileiro. Uma vitória será o adeus do Verdão da zona de rebaixamento. "Temos de estar cientes de que será um jogo muito difícil. Temos de jogar e não deixar o Paraná jogar. Se deixarmos, vai complicar. Não podemos dar bobeira, não podemos relaxar nem um minuto", alerta o meia, que evita o clima de "oba-oba". "Todos estão com os pés no chão. Precisamos de muitas vitórias ainda."
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