ESPORTES
Krav maga faz sucesso entre as mulheres

Por Luiz Teles

Com o crescimento dos índices de violência urbana, cada vez mais pessoas procuram cursos de autodefesa. Dentre as opções de artes marciais, o krav maga - técnica desenvolvida pelo exército de Israel, baseada em situações reais de luta (sem regras) - ganhou destaque mundial nos últimos tempos. Na Bahia, um braço da modalidade, o Commando Krav Maga (CKM), atrai praticantes de diferentes idades e gêneros, sobretudo mulheres.
Para o diretor da Commando Krav Maga Brasil, o empresário Ricardo Galvão, o CKM é mais efetivo junto ao público porque a técnica não pressupõe que seu praticante use a força ou qualquer conhecimento prévio de artes marciais. "A base é a biomecânica. Aplicando a técnica corretamente, qualquer um pode se defender de um homem enorme", garante Galvão, que também é instrutor de CKM na Academia Procorpo, em Itapuã.
Galvão ainda alerta que tão importante quanto as técnicas é o preparo psicológico dos alunos. "Vai muito além do que ensinar a se desvencilhar de uma pessoa mais forte, ou com uma arma. É preciso primeiro se prevenir, saber quais tipos de situação colocam você em risco e como evitá-las. Depois, é necessário saber avaliar uma situação e se é necessário agir", diz.
"Se você não está em risco de vida, a opção é não reagir", explica. Valéria Ribeiro, 42, gerente de vendas de uma multinacional farmacêutica, está no curso há um mês e explica como o CKM mudou sua confiança.
Crianças
"Viajo muito por conta do trabalho e muitas vezes estou exposta a situações de risco em potencial. Hoje me sinto mais segura, confiante e alerta porque sei como e quando me defender. Não é uma questão de força ou coragem, mas muito mais de pensar com tranquilidade e entender o agressor".
Valéria é uma das mais de 20 mulheres que procuraram o curso iniciante de CKM, inaugurado há pouco mais de um mês. Elas são maioria absoluta entre os inscritos, numa proporção de praticamente um homem para cada duas mulheres. O curso tem quatro níveis, com cerca de 20 horas cada. "Trabalhamos situações reais de risco. Abordagens com revólver, faca, estrangulamento etc. Reproduzimos situações do cotidiano, como chegar e sair de um estacionamento, por exemplo", explica Ricardo Galvão, representante oficial do CKM no país.
A CKM Brasil também deve, em breve, iniciar um curso desenvolvido para crianças. "O objetivo também é a prevenção, sobretudo das situações mais corriqueiras de bullying. Não é para ensinar ninguém a sair batendo nos outros por aí, mas a entender os riscos e o agressor, podendo se defender caso necessário", finalizou.
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