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Meia revelado no Bahia se destaca na Liga dos Campeões

Ricardo Palmeira
Por Ricardo Palmeira
Após viver crise no Bahia, Rafael brilha nos gramados e encara gigante Manchester United
Após viver crise no Bahia, Rafael brilha nos gramados e encara gigante Manchester United - Foto: Miguel Vidal/Reuters

Depois da tempestade, vem a bonança. Quem hoje vive o famoso ditado popular é o meia Rafael Bastos, revelado pelo Bahia. Às 15h45 (horário de Brasília) desta terça-feira, 2, seu time, o Cluj, da Romênia, recebe o todo-poderoso inglês Manchester United em duelo que vale a liderança de um Grupo H da Liga dos Campeões da Europa.

Nascido no Rio de Janeiro, Rafael se profissionalizou em 2006, na pior fase da história tricolor, quando o time havia acabado de cair para a Série C. Após um ano e meio sofrendo de crises no Bahia, começou a correr o mundo. Passou por três times de Portugal: Belenenses, Nacional e Braga.

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Depois, voltou a Salvador para defender o Vitória por três meses, foi ao Japão atuar pelo Sapporo, e, desde meados de 2010, se encontra na Romênia, precisamente no Cluj, da Transilvânia, terra do temido Conde Drácula. Lá, vive sua melhor fase.

Há duas semanas, incendiou a torcida ao fazer os gols do 2 a 0, fora de casa, contra o Braga, pela primeira rodada da Liga dos Campeões. Agora, em Cluj, capital da sombria Transilvânia, não se fala em outra coisa a não ser no duelo de hoje. Tudo graças a esta estrela carioca de raízes baianas.

"Todos os ingressos já foram vendidos há mais de uma semana. O clima na cidade está todo voltado para o jogo. A expectativa de uma boa campanha na Liga tem deixado a torcida eufórica", disse Bastos.

O meia assume que o jogo desta terça é o mais importante da sua carreira. "Eu nunca imaginei viver um momento assim. Há dois anos, enfrentamos o Bayern de Munique, mas não valia a liderança. Além disso, hoje eu estou mais experiente e preparado para a partida", completou.

Experiência - Citar-se como um atleta mais experiente faz Rafael Bastos lembrar de todos os momentos que viveu para poder chegar ao momento atual.

Em Cluj, por exemplo, o primeiro ano foi de puro sofrimento. "Não consegui me adaptar pois sofri muito com o frio. A temperatura da cidade geralmente estava negativa. E, em campo, não me escalavam na minha posição, que é de meia-atacante. Eu jogava mais de ala", comentou. "Agora, estou feliz em Cluj. Jogo na minha posição e tenho como companheiro de time o Luiz Alberto, que acabou de chegar e com quem joguei no Bahia", disse.

Luiz Alberto, por sinal, traz outras recordações. Todas ligadas ao clube que os revelou. "Luiz é tricolor ferrenho. Aqui, seguimos acompanhando o Bahia e torcendo juntos", comentou Rafael, que aproveitou para fazer uma promessa: "Sinto saudade de Salvador. Minha esposa é baiana e o Bahia o meu time do coração. Quero voltar ao Bahia daqui a dois ou três anos. E prometo ser um Rafael Bastos melhor do que o de 2006 e 2007. Minha experiência me permite isso. Ainda vou estar em grande forma e, hoje, já sou uma 'macaco velho' do futebol".

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