Neymar e PSG tentam quebrar 'maldição das oitavas' na Champions em Dortmund

Publicado segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020 às 22:01 h | Atualizado em 17/02/2020, 22:00 | Autor: AFP

O Paris Saint-Germain e seu astro Neymar, traumatizados por lesões e eliminações precoces na Liga dos Campeões, esperam acabar com a maldição das oitavas de final contra o Borussia Dortmund e sua temível 'Muralha Amarela' na terça-feira, 18, no jogo de ida.

Desde a incrível virada do Barcelona em 2017, a vitória do Real Madrid em 2018 e outra virada inesperada do Manchester United em 2019, os parisienses só pensam nisso: finalmente demonstrar o valor de seu elenco cinco estrelas, projetado para triunfar, não para humilhações.

O PSG, que fez da principal competição continental seu objetivo máximo desde a sua aquisição pelo fundo catari QSI em 2011, acumula três eliminações consecutivas nas oitavas, apesar dos investimentos faraônicos.

O símbolo da maldição é Neymar, assinado pela soma recorde de 222 milhões de euros no verão de 2017 para quebrar o feitiço, mas ele só conseguiu jogar uma das últimas quatro partidas das oitavas desde que vestiu a camisa parisiense.

O motivo foram as duas graves lesões no pé direito sofridas pouco antes da fase de mata-mata da Champions.

Mas, diferentemente das duas últimas temporadas, Neymar deve estar em campo nesta terça-feira, independentemente de sua falta de ritmo e sua ausência nos últimos quatro compromissos dos campeões franceses devido a uma lesão na costela.

"Está tudo bem. Ele vai treinar com o time e provavelmente vai jogar amanhã se não houver contratempos", disse o técnico Thomas Tuchel nesta segunda, admitindo que o jogo "muda muito quando ele está presente".

"Neymar tem a capacidade de fazer coisas decisivas. Isso muda tudo para seus companheiros de equipe, traz confiança e criatividade", argumentou.

O que mostra a psicose em torno das condições do camisa 10 brasileiro e de outros astros nas últimas duas semanas foi a precaução levada ao extremo como ocorreu no jogo de sábado contra o Amiens (4-4), com uma grande maioria de jogadores reservas.

Reencontro para Tuchel e Mbappé

Nas últimas seis semanas, o técnico do PSG, Thomas Tuchel, se viu diante das lesões dos brasileiros Thiago Silva e Marquinhos, o espanhol Juan Bernat, Presnel Kimpembe... além de e Neymar.

Poupado e sob cuidados, o brasileiro de 28 anos finalmente terá a oportunidade de mostrar seu talento.

Quando voltar a Dortmund, onde viveu um casamento sombrio entre 2015 e 2017, Tuchel sabe que precisará dele. O técnico alemão, que não deixou a mesma marca que Jürgen Klopp (2008-2015) no coração dos torcedores do Borussia, joga seu futuro em Paris.

Outro que também retornará ao Westfalenstadion é Kylian Mbappé. Em 2017, o então jogador do Monaco, com 18 anos de idade, confirmou seu imenso talento ao marcar um gol em Dortmund. O início de uma ascensão irresistível que o atacante pretende culminar em 2020 com a trinca Champions-Eurocopa-Jogos Olímpicos.

Haaland e a 'Muralha Amarela', principais perigos

Do lado oposto estará Erling Haaland, de 19 anos, que espera seguir seus passos. Contratado pela equipe alemã neste inverno, após os 8 gols marcados na fase de grupos com o RB Salzburg, o norueguês é o principal perigo para o clube francês.

"É ótimo jogar contra um jogador de futebol assim, que começou sua tão bem sua carreira e está muito motivado. Mas o PSG também estará", alertou o capitão parisiense Thiago Silva.

Ao contrário do PSG, o Dortmund aproveitou seu último confronto, em Frankfurt (4-0), para se encher de moral. "Com essa concentração, essa atividade, teremos boas chances", afirmou Mats Hummels.

Para o técnico do Dortmund, Lucien Favre, o setor chave do poder ofensivo do PSG será a defesa. "A recuperação da bola traz consigo a posse da bola e muito mais calma", explicou.

Em uma cidade onde os símbolos amarelo e preto do BVB são visíveis em cada esquina e até dentro das igrejas, dizer que o futebol é vivido em Dortmund como uma religião não é exagero.

Bastava ver na sexta-feira a 'Muralha Amarela', uma arquibancada gigantesca onde os fãs estão de pé e que geralmente fazem grandes tufões, para medir a atmosfera espetacular que aguarda os franceses.

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