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Nos campeonatos de 1985 e 1988, Ba-Vis foram marcados por brigas

André Uzêda l A TARDE
Por André Uzêda l A TARDE
| Atualizada em

Osmar acabara de marca o terceiro gol do Bahia no jogo. O tento sacramentava o tri do Esquadrão. Na comemoração, ele ficou caído na área rubro-negra, enquanto a massa comemorava delirante a bola na rede.

Ainda no chão, Osmar foi agredido pelo goleiro do Vitória, Tonho. Os jogadores do Tricolor correram para socorrer o companheiro. O atacante Renato foi o primeiro a chegar, mas ainda assim não pôde conter a fúria do arqueiro do Leão.

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Levou uma bordoada na perna direita, o que deixou uma marca feita em sangue. Àquela altura, o campo já havia se transformado em uma arena de luta. Até os reservas dos dois times se envolveram no sururu formado.

O meio campista Bigu, do Rubro-negro, que tentou fugir da confusão, não escapou do cassetete dos policiais militares, que entraram ‘com o pé na porta’ para apartar a briga.

Desde 1981, a dupla não decidia um campeonato. Apesar disso não se pode dizer que a saudade fraterna foi o sentimento que prevaleceu naquela tarde de 7 de agosto de 1988, na Fonte Nova.

O Bahia fazia um campeonato impecável, com um plantel afinado pelas mãos experientes do treinador Evaristo de Macedo – sob seu comando, meses mais adiante, o Bahia conquistaria o Brasileirão daquele ano.

A maior aposta do Vitória era o treinador Orlando Fantoni, que já havia sido campeão baiano pelo Bahia por duas vezes, em 1976 e 1987.

Quando a briga assumiu proporções industriais, estendendo-se até a arquibancada, o árbitro Dulcidio Wanderley Boschila expulsou todos os jogadores e encerrou a partida, antes mesmo do cronômetro alcançar o tempo regulamentar exigido para o término.

Com isso, o presidente do Vitória, Ademar Pinheiro Lemos, tentou usar desse expediente para anular o jogo. Consta em A TARDE, em matéria referente àquele clássico, que ao descer para o vestiário a fim de entregar a Boschila o documento contendo a reivindicação, o mandatário do Leão ouviu do árbitro do jogo o seguinte protesto: “Não vou receber esse pedaço de papel imundo.”

O Bahia iniciou então a volta olímpica do tri, enquanto torcedores disparavam das arquibancadas um impublicável grito de provocação aos rivais.

Briga de 1985 - Três anos antes, no Ba-Vi de 15 de dezembro, válido pelo quadrangular final do Baianão de 1985, jogadores de Bahia e Vitória também chegaram às vias de fato após um tumultuado encontro. O Tricolor venceu o jogo por 1 a 0.

Perto do fim, uma briga generalizada e homérica interrompe a partida. O Bahia leva aquele jogo, mas o Vitória fica com o campeonato. Episódios incivilizados do nosso clássico, que, com fé na Páscoa, não serão repetidos neste domingo, 24.

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