A derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai por 2 a 0 chamou a atenção. A atuação do time foi abaixo do esperado, especialmente na primeira etapa, onde não criou e não finalizou a gol. Sem enrolações, o técnico Fernando Diniz admitiu a má fase durante entevista coletiva pós-jogo na noite da última terça-feira.
"Temos uma certa tendência a fazer uma análise simples para problemas complexos. Se tivesse razão, com o Neymar teríamos muita profundidade e chances criadas. Não foi o que aconteceu. No segundo tempo, fomos até levemente melhores do que no primeiro. O time como um todo não foi bem na parte da criação. O jogo foi amarrado, costurado, e faltou articulação. Não por conta de um jogador ou outro. Faltou porque o time não soube construir. Neste sentido, o principal responsável sou eu mesmo. O Neymar saiu faltavam quatro, cinco minutos para terminar o primeiro tempo e em momento algum tivemos articulação", disse o treinador.
No segundo tempo, teve até um pouquinho mais de articulação, chegamos pelos lados. O time não esteve bem na parte de criação e o Uruguai também pouco criou. Foi um jogo muito amarrado. Eles deram um chute no primeiro tempo e fizeram o gol. Tomamos dois gols de falhas que não podemos comentar. Dois gols de arremesso lateral. Não foi um bom jogo e o responsável maior sou eu mesmo", completou Diniz.
Diniz foi questionado sobre a matéria prima que tem nas mãos e do pouco tempo de trabalho com o grupo nas datas Fifa. Para o comandante, o revés em Montevidéu deixa lições. Ele acredita na sequência do trabalho e consequentemente, na melhora da equipe.
"Temos a melhor matéria-prima à disposição. Não é que as ideias não aconteceram, mas faltou agressividade no primeiro tempo. O Uruguai tentou marcar em um bloco médio alto e tirar a nossa posse. Tivemos a posse, o controle do jogo, que era importante, mas sem profundidade. Faltou arriscar mais, ser mais incisivo, mais agressivo, principalmente na primeira fase da construção com os zagueiros para empurrar o Uruguai. No segundo tempo, melhoramos um pouquinho nisso. A marcação foi boa em linha alta e média, não oferecemos muitos espaços para o Uruguai. Faltou contundência e essa sensibilidade vamos adquirir com o tempo e o trabalho. O adversário hoje exigia mais do que produzimos. Os trabalhos acontecem com o tempo. Nenhum trabalho da minha vida aconteceu de forma linear. São coisas que acontecem para aprendermos e melhorar para os próximos jogos", explicou.
O Brasil só volta a campo pelas Eliminatórias em novembro. No dia 16, em Barranquilla, o time verde e amarelo encara a Colômbia. Já no dia 21, o compromisso será contra a Argentina, no Maracanã. "O que a gente espera em relação ao jogo de hoje.. faltou agressividade. Foram partidas muito diferentes que a gente fez até hoje. Vamos procurar corrigir a falta de agressividade que a gente teve. Obviamente que tem a falta de tempo. A gente precisa reconhecer os adversários e ir melhorando. Tenho confiança que a gente vai apresentar um futebol melhor na próxima convocação", finalizou.