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Hasteamento emociona atletas paralímpicos em Londres

Publicado terça-feira, 28 de agosto de 2012 às 11:14 h | Atualizado em 28/08/2012, 11:14 | Autor: Marcelo Machado*
Hasteamento da bandeira nas Paralimpíadas
Hasteamento da bandeira nas Paralimpíadas -
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Direto de Londres - Não poderia haver período mais adequado em Londres para o hasteamento da bandeira do Brasil na Vila Olimpica, agora reservada aos atletas paralimpicos.

Enquanto a delegação brasileira recebia as boas-vindas numa bela cerimônia protocolar, não muito distante dali - a 13 estações de metro, precisamente - o curioso e tradicional Carnaval de Nothing Hill fervia. Célebre por ter servido de cenário para um filme água com açúcar estrelado por Julia Roberts e Hugh Grant, o bairro tem vivido dias de apoteose.

Na segunda-feira, 27, na rua Ladbroke Grove, pelo menos 30 mil foliões ruins de cintura espiavam os carros alegóricos da Paraíso School of Samba, e ensaiavam um suingue ao som de um samba-enredo puxado pelos brasileiros.

Na Vila não deu samba, mas os 182 atletas que integram a delegação paralímpica brasileira se emocionaram com o hino nacional, o hasteamento da bandeira e a bonita performance do grupo de atores-dançarinos que interpretou um musical movido a algumas das mais famosas canções da banda de rock inglesa Queen - como Bicycle, We Are The Champions e Don`t Stop Me Now.

A baiana Verônica Almeida, uma das cinco representantes do estado nos jogos, não escondia a emoção após a cerimônia. "O hasteamento foi emocionante e o musical, mágico. A energia das pessoas, a alegria... Parece que, agora, o espirito paralímpico entrou no ar de vez", disse a nadadora à reportagem de A TARDE.
Bronze em  Pequim-2008 nos 50 m borboleta, Verônica, 37 anos, nascida em Salvador, disse que vem se sentindo em casa na Vila, já que a comida do refeitório tem opções que a fazem se lembrar da Boa Terra, como peixe e pimenta. "Só falta o dendê", brincou ela.

A baiana vai nadar em outras duas provas nos Jogos: os 50 m e 100 m livre, mas a sua meta é buscar o ouro nos 50 m borboleta. E com uma marca recorde:  "Quero cravar 36 segundos. Estou treinando e vou tentar tirar isso da cartola", avisou Verônica, cujo melhor tempo no ano é 38s25.

Nesta terça-feira, 28, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, vai dar coletiva para falar da expectativa do Brasil nos Jogos e começar a divulgar planos para o Rio-2016.

Daniel é porta-bandeira - O nadador Daniel Dias vai ser o porta-bandeira na cerimônia de abertura de quarta-feira, 29. "Nem estou conseguindo dormir por causa disso. Já sonhei duas vezes com isso. Estou dormindo tarde e até tomei remédio para controlar essa ansiedade. É uma emoção representar a delegação e o País", afirmou Dias, orgulhoso com a missão. Ele vai nadar em seis provas individuais e duas de revezamento em Londres. Em Pequim-2008, ganhou nove medalhas.

*Marcelo Machado viaja a convite do comitê paralímpico brasileiro

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