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Jovens de programas sociais levarão Tocha Olímpica

Juliana Lisboa
Por Juliana Lisboa
Ministro George Hilton posa com jovens que participarão do revezamento da Tocha Olímpica
Ministro George Hilton posa com jovens que participarão do revezamento da Tocha Olímpica - Foto: Juliana Lisboa | Ag. A TARDE

O ministro do Esporte, George Hilton (PR), e o vice-presidente da Coca-Cola Brasil para a Rio-2016, Flávio Camelier, fecharam nesta terça-feira, 24, em Brasília, parceria para o revezamento da Tocha Olímpica no país, que começa em maio do ano que vem. A Tocha será levada por doze jovens integrantes dos programas Bolsa Atleta e Segundo Tempo, ambos do governo federal.

Segundo Camelier, a ideia de selecionar jovens atletas para o revezamento suriu da divulgação, pelo Ministério do Esporte, que mais de 50% dos jovens brasileiros são sedentários.

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"Como patrocinador dos Jogos e do revezamento da tocha, queríamos incentivar o jovem brasileiro a se movimentar como o nosso legado. O jovem daqui não se exercita uma hora por dia durante a semana ou é completamente sedentário. Queremos trazer visibilidade para os programas que já existem. Tanto que quando esses jovens selecionados estiverem correndo com a tocha no ano que vem, vamos fazer festa, vamos anunciar", disse. O vice-presidente também confirmou que a Coca-Cola também entrou com um investimento financeiro, mas não quis divulgar os valores.

Os jovens selecionados do Bolsa-Atleta são: Eduarda Santos, do vôlei; Jessica Amanda, do taewkwondo; Davi José Albino, do wrestling; Dieiverson Perin, da canoagem adaptada; Luiza Oliano, do judô para cegos; e a baiana Eduarda Jorge, da maratona aquática. Os jovens do Segundo Tempo são: Joseias das Chagas, Eduardo Moraes, Miguel Sberse, Antônio de Souza, George de Paula e Liliane Paulino.

Baiana de Salvador, Eduarda Jorge, de 15 anos, viveu durante muitos anos o que se pode chamar de uma relação difícil com a água. A jovem tinha medo de piscina, mar e até de banho de chuveiro. Por essa razão, sua mãe, preocupada, decidiu levá-la à Superitendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). Lá, Eduarda descobriu uma paixão, e se tornou atleta da natação.

Outros legados

O ministro George Hilton garantiu que, graças ao legado da Rio-2016, o Brasil estará plenamente equipado para ciclos olímpicos futuros. "Vamos equipar o Brasil com centros de iniciação esportiva em mais de 250 cidades, já entregamos equipamentos mais modernos, como Centro Panamericano de Judô, em Lauro de Freitas, e vamos entregar mais de 50 pistas de atletismo. A ideia é que, a partir desta Olimpíada a ideia é que o Brasil tenha todas as condições de preparar atletas para eventos futuros", disse.

O ministro disse que o desejo do governo federal é de ampliar o Bolsa Atleta, que hoje contempla cerca de sete mil atletas, e o programa Segundo Tempo, que atende quatro milhões de crianças. Segundo ele, os dois são complementares. "O Segundo Tempo é um programa social que visa a formação de novos atletas, e a única exigência é que a criança esteja estudando. Já o Bolsa Atleta é um projeto para ajudar atletas profissionais para que eles cresçam em suas modalidades".

*A repórter viajou a convite da Coca-Cola

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