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Unidade é a marca da seleção de 5

Publicado sexta-feira, 16 de setembro de 2016 às 22:21 h | Atualizado em 16/09/2016, 22:22 | Autor: Juliana Lisboa | Repórter, enviada especial ao Rio de Janeiro
Futebol de 5
Futebol de 5 -
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Desde que o futebol de 5 se tornou modalidade paralímpica, em Atenas-2004, o Brasil não perdeu sequer uma partida. Neste sábado, 17, às 17h, diante do Irã, quer conquistar a medalha de ouro pela quarta vez consecutiva.

E uma as principais razões para o sucesso da equipe é a união e renovação andando de mãos dadas, às vezes literalmente. Esta é a quarta Paralimpíada do treinador Fábio Luiz Vasconcelos, que quer seu primeiro título como treinador. Até Londres-2012 ele atuava como goleiro da seleção, e logo depois assumiu como técnico da equipe.

"Todo mundo acha que ser  goleiro de cego é fácil, quando muitos chutes são indefensáveis, e ainda tem que dar orientação aos atletas. Isso de certa forma ajuda a ser treinador, mas a responsabilidade que vem com o cargo é muito maior", disse.

Segundo ele, o relacionamento da equipe é como uma família. Tem horas de conversa, de alegrias e, também, de brigas. "Esse é um grupo muito bem treinado, que tem esquema de jogo, a gente se entende muito bem. Mas claro, tem hora que tem que dar uma pressão e tem hora que tem que dar bronca, mesmo. E eles sabem disso", explicou.

Além do treinador, muitos atletas estão há mais de um ciclo olímpico na equipe. É o caso de Ricardinho, tricampeão, do baiano Jefinho, bicampeão em Londres-2012 e Pequim-2008, e o baiano Cássio Lopes, campeão em Londres-2012.

Ricardinho e Jefinho já foram eleitos melhores jogadores de futebol de 5 no mundo. O primeiro em 2006 e 2014, e o  baiano em 2010.

A principal renovação desde Londres-2012 ficou por conta dos goleiros, Luan, titular, e Vinícius, reserva. Os dois participam de uma Paralimpíada pela primeira vez. O angolano Dumbo, que substituiu o lesionado Glédson Paixão - que também é baiano - teve sua primeira convocação para compor a equipe nos Jogos.

Expectativa da final

A briga com o Irã promete ser difícil: campeão asiático, a equipe já foi adversária do Brasil no último jogo da fase de grupos na única partida em que o Brasil não venceu. O placar terminou 0 a 0.

"Vai ser um jogo difícil, um jogo duro, como toda final. O Irã veio bem preparado, deu trabalho pra gente na fase de grupos. Mas estamos prontos e vamos brigar pelo ouro", disse o treinador Fábio.

Responsável pela virada sobre a China na semifinal e pela vaga na quarta final consecutiva, Jefinho concorda. "Essa seminfinal foi muito difícil, mas, depois de quatro anos de muito treino, não ia ser agora que a gente ia desistir. A expectativa é que a final seja ainda mais dura", completou.

Um elemento que pode  funcionar como um motivador é a torcida, que vem embalada nas partidas da modalidade. O baiano Cássio torce para que esse apoio não acabe.

"Nunca pensei que um dia eu seria aplaudido num estádio cheio, que teria tanta gente gritando meu nome e me incentivando numa partida. É uma sensação fantástica. Mas vamos torcer para que seja assim sempre, e que não termine com a Paralimpíada. O esporte merece isso", pediu.

A repórter viajou a convite da Nissan

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