ESPORTES
Preso ao passado

A penúria do Esporte Clube Bahia é conseqüência de um longo processo. O fracasso na última divisão do Campeonato Brasileiro de futebol é apenas o fruto mais podre.
O funcionamento da instituição foi afetado. Hoje, paga-se o preço de uma bola de neve que põe em risco seu futuro.
Por mês, o Bahia consome cerca de R$ 700 mil com salários, dívidas trabalhistas, impostos, equipamentos, fornecedores de produtos e serviços. Arrecada metade disso por mês. E os débitos engordam. No total, beiram os R$ 60 milhões.
Suas maiores dificuldades são financeiras. A rede telefônica do Fazendão está cortada. Só se recebem ligações.
Os jogadores entram em férias ou vão embora quinta-feira, com dois meses de atraso salarial.
Funcionários devem ver seu calote aumentar. Neste ano, não houve greves, mas um protesto na portaria. Antes, se arrastavam. Agora, alguns mal aparecem em Itinga.
A falta de planejamento, em 2006, obrigou o Bahia a construir equipes durante as competições.
Sem grana, o clube apostou em desconhecidos. Mas se deu mal. Desmontou o time, recorreu a juniores e juvenis inexperientes. Aos poucos, trouxe mais reforços. Com doações e bilheteria, fortaleceu-se com gente mais qualificada.
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