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Propostas para Fonte Nova serão avaliadas nesta terça

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Mais de nove meses da tragédia e o projeto do novo Octávio Mangabeira segue em fase embrionária. As pessoas passam, lamentam o ocorrido, sentem saudade do estádio, mas não vêem nada acontecer – salvo a ausência do luminário dos refletores, retirados para Pituaçu, tudo permanece como em 25 de novembro.
Hipotética, a crescida barriga ao menos serviria para empurrar o problema, acusam os críticos. O governo, porém, rebate. Após publicar edital convocando as empresas interessadas na reforma, nesta quarta-feira, 3, haverá audiência para análise das propostas.
O problema é a demora, agravada com os prejuízos acumulados pelo Esporte Clube Bahia, tradicional mandante do estádio. Da entrega dos envelopes para cá, já se passou mais de um mês e meio. Enquanto isso, permaneceram fechados na sede da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.
E é exatamente lá, situada no Centro Administrativo da Bahia, que haverá o encontro das 14h30 em seu auditório – devidamente fechado para o publico. A realização do próprio evento, aliás, vinha sendo mantida em segredo. As coisas têm ocorrido internamente, argumenta a Assessoria de Comunicação da Setre. Que informou ter sido impossível falar com o atarefado secretário Nilton Vasconcelos nesta segunda-feira, dia 1º.
O presidente da carioca Tecnosolo S/A, entretanto, abriu o jogo: “Cada concorrente terá meia hora para expor seu trabalho. Não haverá argüição de ninguém, tampouco debate”. Marnio Camacho acrescentou que pretende mostrar o vídeo da empresa, além de falar uma “meia dúzia de palavras”.
PROPOSTAS – Ele, que desembarca nesta terça em Salvador, não entendeu porque só agora as propostas das seis interessadas serão aprecidadas. “Achei estranho, e até vulnerável. Nada me garante que uma empresa concorrente minha não tenha colocado outro envelope depois, ganhando tempo para preparar um novo trabalho. Eles não foram entregues no mesmo ato. Não que acredite nisso, mas acho estranho”, comentou.
No projeto antecipado a ATEC em julho, a Tecnosolo anuncia a construção de uma arena com capacidade para 74.987 assentos, uma praça do torcedor à frente da Fonte, um shopping center de um lado e um centro empresarial, com hotel, do outro. Tudo sem demolição, utilizando 100% da estrutura atual.
Idem para a baiana Urplan, representada pelo arquiteto alemão Carl Von Hauenschild. Ele, entretanto, preferiu não entrar em maiores detalhes. “O que posso falar é que o que todas as empresas querem é tomar conhecimento sobre os parâmetros da avaliação. Na convocação que recebemos, está dito que finalmente eles vão nos contar. Até agora, só sabemos que precisa ter sustentabilidade econômica, financeira, legal e ambiental”.
O diretor da Setepla, por sua vez, se mostrou surpreso. Em viagem de negócios a Brasília, depois de passar por Belo Horizonte, Manoel Claudio Cavalieri foi informado pela reportagem a respeito da audiência. “Não posso adiantar nada”, resumiu. Há um mês, apostava abertamente na parceria firmada com a empresa germânica Schultz, uma das responsáveis por levantar a AWD Arena, na cidade de Hannover, sede da Copa do Mundo de 2006.
Sobraram a pernambucana Ponto Z, a multinacional Ernst & Young e a suíça KPMG, não encontradas para comentar o assunto. A última chega a ser especulada nos bastidores como uma das favoritas, em função da ligação com a portuguesa Lusoarenas, indicada pelo Vitória, desde a década de 1990, para erguer o novo estádio rubro-negro.
O próprio representante da Lusoarenas no Brasil, porém, desmente esta possibilidade. Segundo Marco Antonio Herling, o envolvimento com a KPMG é para outras atividades.