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Quase sem reforços, elenco do Vitória será tipicamente caseiro em 2011

A diretoria rubro-negra promete apostar na prata da casa em 2011. Resta saber, de fato, se a promessa será colocada em prática. Da turma de oito que foi promovida para o elenco do técnico Antônio Lopes, quatro chegaram a jogar no grupo principal este ano, mas acabaram não ganhando a sequência necessária para mostrar valor.
Edson é um caso a ser estudado. No primeiro jogo do Estadual este ano, contra o Camaçari, o atacante entrou, fez o gol do triunfo, se destacou, mas sumiu. Era raro sentar no banco e acabou voltando para a base no meio da competição. O resultado? Em 10 jogos, fez 18 gols no Baianão, mas entre os juniores, sendo o vice-artilheiro da competição. Mesmo com este desempenho, continuou esquecido.
Marconi e Arthur Maia seguem no mesmo caminho. Foram promovidos, atuaram boa parte do Estadual, mas acabaram rebaixados novamente para a base. A situação do lateral Léo também é curiosa. Na Série A, contra o Flamengo, o lateral jogou, se destacou e até ganhou moral para pegar o Ceará. Não atuou bem, é verdade, mas acabou sacado do elenco pelo resto da temporada.
Nada de risco - Muita gente pode achar que os garotos ainda estavam verdes. Foram eles que conquistaram o título do Nordestão, contando com Kleiton e Lee, que não permaneceram, além de chegar à semifinal no Brasileirão Sub-20. Além dos citados, Gustavo, Alan, Dankler e Yuri serão as apostas do técnico Antônio Lopes, que não teve medo de promover o zagueiro Gabriel e colocar, no Brasileirão, Neto Coruja no lugar do até então intocável ídolo Vanderson.
Enquanto a diretoria não anuncia reforços, a prata da casa é a única solução de Lopes. Dos 17 jogadores que restaram no elenco, 14 foram revelados pelo clube. São 82% de atletas que são crias da casa. Porém, se observados todos os anos de superação do Leão, o miolo do time foi sempre composto de revelações caseiras. Em 92, no acesso à Série A, a tropa com Dida e cia. já estavam no elenco. Em 2006, na saída da Série C, Leandro Domingues e David Luiz foram heróis. Bons motivos para acreditar na nova geração.