ESPORTES
Rally do Sertões: médicos prontos para toda emergência

Maior prova off road da América Latina, o Rally dos Sertões expõe seus participantes a certos riscos. Afinal, eles passam por áreas isoladas e perigosas, sempre em alta velocidade, o que pode causar acidentes. Mas a equipe médica da competição avisa que está pronta para atender qualquer emergência.
Médico conhecido de quem pratica e acompanha esportes de aventura, o neurocirurgião Clemar Côrrea é novamente responsável pela equipe de atendimento médico do Rally dos Sertões. A prova começou hoje, em Goiânia, e só acaba no dia 4 de agosto, em Porto Seguro - nesse período, os pilotos vão percorrer 3.878 quilômetros.
"A preocupação é ao longo de todo o rali. A gente torce para não ter lesões de alta complexidade e longe de grandes hospitais. Se houver, que a gente possa resolver. Esta é sempre a principal preocupação", afirmou Clemar Côrrea. "Como em qualquer esporte de aventura em lugar muito distante, ambiente hostil, área muito remota, às vezes o resgate é complicado."
O médico lembra que a edição do ano passado do Rally dos Sertões foi uma das que exigiram mais logística para o atendimento médico, pois as distâncias eram maiores. "Talvez este ano seja um pouco menos complicado, em termos de distância de grandes centros médicos, mas nem por isso deixam de ser lugares bem complicados de trabalhar", revelou.
Dificuldades
Segundo Clemar, o principal problema numa prova como o Rally dos Sertões não é o resgate, mas a "resolutividade da situação". "Se você está numa alta montanha, por mais que você tenha um resgate eficiente, você está muito longe de grandes hospitais. Se você está no meio do oceano você pode ter um resgate, mas está longe de grandes hospitais. Se você está no meio do deserto você pode ter um resgate, mas está longe de grandes hospitais. Por mais que a gente tenha uma capacidade boa de resolutividade, ainda assim está longe de ser o ideal, como você tem nos grandes centros. Isso todo mundo está ciente e sabe", explicou o médico.