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ESPORTES

Ramon e sua experiência comprovada

Moysés Suzart, do A TARDE

Por Moysés Suzart, do A TARDE

04/11/2008 - 20:45 h

O Vitória tenta mais quatro pontos para garantir vaga na Copa Sul-Americana. Conseguir isto nos próximos cinco jogos parece ser tarefa fácil, mesmo com a estatística recente do Leão, que acumula cinco jogos consecutivos sem conseguir vencer.



Ramon Menezes, o xodó da torcida rubro-negra, também terá cinco duelos, se assim o técnico Vágner Mancini permitir, para quebrar dois recordes pessoais em campeonatos brasileiros. A primeira, e mais importante, segundo o próprio jogador, é alcançar a galeria dos 10 maiores artilheiros na competição.



Atualmente, Ramon acumula 92 gols nas 18 edições que contaram com as jogadas do meia de 36 anos. Basta mais um tento para se igualar ao ídolo do Atlético Mineiro, Reinaldo. O Galo é o próximo adversário do Leão.



Desde sua primeira aparição, defendendo o Cruzeiro em 1989, o craque só não participou nas temporadas de 1995 e 2003, justamente os anos que o atleta atuou fora do Brasil, defendendo o Bayer Leverkusen, da Alemanha, além dos japoneses do Tokyo Verdy, respectivamente.



Apenas na sua estréia pela Série A, Ramon não balançou as redes. Seu melhor rendimento foi defendendo o Vasco, em 2002, ano que ele conquistou a bola de prata da revista Placar. Em 17 jogos, fez 15 gols. Média de 0,8 tentos, por partida.



Ramon, apesar de tanta história, não deslumbra muito com isso. “Na minha idade e experiência, minhas prioridades são outras. Claro que fazer parte dos maiores artilheiros é uma realização pessoal, mas aqui trabalhamos em grupo e o desejo é coletivo pelo Vitória no campeonato”, decretou.



ATUAÇÕES – Além da possibilidade de pertencer ao top-10 dos artilheiros da Série A, Ramon terá até o fim da temporada para ser o atleta que mais atuou na competição. Apenas Roberto Dinamite, com 326 jogos, está na frente de Ramon Menezes. Mais uma exemplo a ser seguido: nos seus 324 jogos, o veterano levou apenas um vermelho.



Mas Ramon pode amargar mais um jogo na reserva. A opção tática do técnico é respeitada pelo meia, que não deixa de alfinetar. “Minha carreira fala por mim. Respeito a decisão de Mancini, Mas a pergunta pelo motivo de estar fora do time deve ser dirigida ao técnico, não a mim”, diz.



O último jogo como titular foi contra o Inter. Após sua ida ao banco, o Vitória acumulou 5 pontos nas sete partidas sem Ramon. Aproveitamento de apenas 33%.

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