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Ricardinho e Carlos Alberto terão 2ª chance de iniciar juntos no Bahia

Daniel Dórea
Por Daniel Dórea
| Atualizada em

Quando Carlos Alberto foi anunciado como novo reforço do Bahia, Ricardinho, que já treinava no Fazendão, comemorou. Além de serem amigos, ambos gabam-se de terem formado uma boa parceria dentro de campo pelo Corinthians, em 2006.

Porém, até então, pouco se viu dos dois juntos no Esquadrão. Eles começaram apenas uma partida, diante do Figueirense, em Pituaçu. O técnico René Simões demorou a encontrar coragem para apostar na dupla e, quando o fez, acabou não dando certo por conta da virose que derrubou Carlos Alberto. Ele saiu no intervalo.

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Para o jogo de domingo, contra o Internacional, com Ricardinho em plena forma e o colega já livre da doença, o treinador deverá satisfazer o desejo da torcida de ver os dois jogadores de maior renome nacional no time titular.

“É nisso que eu penso desde que eles foram contratados. Mas, para dar certo, é preciso que eles estejam muito bem e a equipe encontre um ajuste”, alerta René.

Sobre a primeira ponderação, o pentacampeão mundial reforça sua boa condição física, apesar da idade avançada. “A função que eu exerço atualmente é a mesma que exerci em toda a minha carreira. Na medida do possível, me sinto bem para ajudar na defesa, principalmente na ocupação dos espaços”, pontua Ricardinho.

Em relação ao ajuste que o comandante julga necessário, o veterano concorda, mas cita como exemplo a equipe que lhe deu projeção na carreira para comprovar que é possível alcançar o sucesso sem tantos especialistas em defender.

“No meio-campo do Corinthians [de 98/99, bicampeão brasileiro], tinha eu, Marcelinho, Rincón e Vampeta. Ninguém era marcador, mas nós ganhamos tudo”, lembra, antes de propor, indiretamente, um desafio ao quase sempre ousado René Simões: “Correr risco faz parte na montagem de uma equipe que quer vencer. Todo time que pensa alto precisa se arriscar”.

Mas o que o Bahia precisa fazer de diferente para não se expor tanto com os dois armadores, ainda mais diante de um adversário perigoso como o Inter? “A primeira coisa é o treinamento. Mas o diálogo também será muito importante. Acredito que não teremos nenhum problema”, opina Ricardinho, que voltou a expor sua vontade de ver o tricolor tomando as rédeas da partida: “Quanto mais a gente tiver a bola, menos ficaremos expostos”.

Espectadores – Na última quarta-feira, 10, no Fazendão, teve treino de finalização com participação integral de Carlos Alberto e Ricardinho. Depois, René promoveu um rachão e veterano, procurando evitar desgaste físico, preferiu ficar só como espectador.

Já o parceiro participou da brincadeira. Deu risada, driblou, chutou a gol, mas, depois de uma dividida forte com Thiego, foi fazer companhia a Ricardinho. Já devem ter começado a traçar os planos para o compromisso a dois de domingo.

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