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Santos leva dois gols de falta e perde na altitude

Publicado quinta-feira, 26 de abril de 2012 às 00:12 h | Atualizado em 26/04/2012, 00:12 | Autor: Agência Estado
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O Santos não jogou como campeão da Libertadores nesta quarta-feira, em La Paz. Prejudicado pela altitude que proporcionou dois gols de falta de Campos, por uma gripe que abalou Neymar, e pela falta de brilho de Paulo Henrique Ganso, o time brasileiro foi derrotado por 2 a 1 pelo Bolívar em La Paz e agora vai ter que vencer na Vila Belmiro para avançar às quartas de final da Libertadores. O empate classifica os bolivianos.

"O jogo não é só de ida, lá em Santos eles vão ver", afirmou depois do jogo Neymar, que foi acertado por um objeto jogado pela torcida durante a partida e deixou o gramado bastante irritado.

O jogo de volta acontece apenas no dia 10 de maio, uma quinta-feira. No próximo domingo, o Santos tem compromisso importante na semifinal do Paulistão, contra o São Paulo. Se vencer no Morumbi, vai à final do estadual, com o primeiro jogo acontecendo também antes da volta diante do Bolívar.

O JOGO - Mal a partida começou e o Santos sentiu o efeito de altitude. Não pelo cansaço, mas pela velocidade da bola. No primeiro chute a gol, Gomes bateu falta da esquerda e carimbou a trave. A bola voltou nas costas de Rafael (que pulou atrasado) rebateu no goleiro, e foi para o fundo do gol.

Se pensava em jogar fechado atrás e comemorar um empate, o Santos já não tinha mais essa possibilidade. O time brasileiros tentava ir ao ataque, mas parava na marcação boliviana e na difícil adaptação a La Paz.

Prova disso é que o Santos quase não assustava o goleiro Arguello. Uma rara chance foi aos 21, mas Borges isolou. O Bolívar, por sua vez, se arriscava vez ou outra. Aos 17, Cardoso chutou de longe e a bola passou raspando a trave direita.

Neste cenário, pode-se dizer que o Santos achou o gol de empate. Elano bateu falta com perfeição, Arguello conseguiu uma defesa incrível, em cima da linha, mas Maranhão apareceu para fazer no rebote.

Cansado, o Santos enrolou o máximo que pôde no vestiário, para ganhar fôlego. Por pouco a estratégia não foi por água abaixo antes de um minuto, num chute cruzado de Arce que passou raspando a trave. A resposta foi de falta. Elano bateu do grande círculo direto para o gol. A bola ganhou velocidade e Arguello teve que fazer boa defesa.

Com Neymar doente e Paulo Henrique Ganso totalmente sumido, o Santos não tinha opções de criação. Muricy só mexeu no time para trocar seis por meia dúzia: Borges por Alan Kardec, Elano por Ibson.

O Bolívar não precisou mexer. A arma era velha conhecida: a altitude. Aos 29, Campos bateu falta de média distância, acertou o canto esquerdo do gol do Santos e Rafael não alcançou. Era o segundo dos donos da casa.

A torcida, porém, reagiu mal ao gol. Pouco depois, Neymar foi cobrar um escanteio e foi atingido por um objeto lançado pela torcida. Caiu no chão, precisou de proteção policial, mas continuou no jogo.

O lance acordou Neymar, que passou a ir com mais anseio para cima dos bolivianos e até exigiu uma boa defesa de Arguello. Os donos da casa, porém, recorreram à violência e não permitiram que o craque santista igualasse o placar.

FICHA TÉCNICA:

BOLÍVAR 2 X 1 SANTOS

BOLÍVAR - Arguello; Rodríguez, Frontini e Valverde; Álvarez; Flores, Campos (Eguino), Cardozo e Lizio; Ferreira (Cantero) e Arce. Técnico: Guillermo Hoyos.

SANTOS - Rafael; Maranhão; Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano (Ibson) e Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec). Técnico - Muricy Ramalho.

GOLS - Campos, a um minuto, e Maranhão, aos 34 minutos do primeiro tempo. Campos, aos 29 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Enrique Osses (Chile).
CARTÕES AMARELOS - Frontini, Arce, Durval e Edu Dracena.
RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.
LOCAL - Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia).

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