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"Se Frank espera só pelo boxe, vai se surpreender", diz Júnior Cigano

Publicado quarta-feira, 25 de abril de 2012 às 22:39 h | Atualizado em 25/04/2012, 22:40 | Autor: Diego Adans
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Daqui a um mês, o atual campeão dos pesos pesados do UFC (Ultimate Fighting Championship), Junior Cigano, coloca em disputa pela primeira vez o cinturão da categoria na edição 146 do principal torneio de MMA (Mixed Martial Arts) do mundo, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

No bate-papo com o ESPORTE CLUBE, o catarinense se mostrou chateado quanto a mudança, de última hora, do seu desafiante – o norte-americano Frank Mir, substituiu o holandês Alistair Overeem (suspenso nove meses por doping). Cigano ainda falou sobre a importância de manter o cinturão e respondeu ao falastrão Chael Sonnen sobre uma possível luta entre ambos.

No último sábado, o presidente do UFC, Dana White, confirmou  Frank Mir como seu desafiante. Como você recebeu a notícia a exato um mês da luta?
Foi uma situação chata. Pois, fiquei um bom tempo sem saber quem seria meu adversário. Não podia traçar uma  estratégia...

E agora, qual será? Você se sente prejudicado?
Não sinto não. É aquela coisa: não posso escolher adversário. Mas, é claro, se não houvesse a indefinição poderia focar ainda mais o treino. São dois lutadores com características bem diferentes. O Overeem é um striker (lutador especializado no boxe). Já o Mir é faixa preta de jiu-jitsu, um finalizador. Antes, com o Overeem até podia ir lutar no chão. Agora, eu acho que é mais arriscado. Mas acredito muito no meu jiu-jitsu, no meu wreestiling – arte marcial que utiliza técnicas de  agarramento. O Frank Mir ainda é canhoto, diferente do Overeem. É complicado ainda mais. Os golpes entram de outra forma. Estou enfatizando os treinos com lutadores canhotos, o professor Erivan Conceição, o Minotouro...

Em entrevista ao site MMA Fighting, Frank Mir, afirmou: “a luta será um interessante jogo de gato e rato com Cigano, porque ele (Cigano) tentará evitar o jogo que quero impor e vice-versa”. Você concorda?
Nada disso. Se ele está esperando só isso, vai se surpreender. Eu realmente gosto de lutar em pé, sinto muita confiança no meu boxe. Acredito nas minhas mãos e, sem dúvidas, vou atrás de mais um nocaute. Mas caso aconteça de rolar o chão, o jiu-jitsu, vou encarar. Ele não me amedronta. O Mir é tão homem quanto eu. Vou estar lá para surpreender também.

No UFC 140, em dezembro de 2011, Mir venceu e ainda quebrou o braço de Rodrigo Minotauro. Vingará seu mestre?
Quem sou eu para vingar alguém. Eu tenho um carinho grande pelo Minotauro. Foi triste o que aconteceu. Mas o Minotauro mesmo vai atrás do prejuízo. Sei que ele ainda vai fazer história nesse retorno (contra o lutador francês Cheick Kongo no UFC 149, dia 21 de julho, em Calgary, no Canadá). Só quero vencer.

Qual o significado em manter o cinturão dos pesos pesados?
É muito, muito, muito importante mesmo para mim. Não é apenas a minha felicidade, mas da minha família, dos baianos, dos amigos, enfim. É algo que mexe com a auto estima de uma nação. Quero seguir representando  bem o país, o boxe baiano, o MMA verde-amarelo. É isso.

No UFC on Fuel TV 2, realizado na Suiça, o falastrão Chael Sonnen foi o comentarista. Internautas perguntaram a ele se aceitaria lhe enfrentar. Sonnen disse que sim. E você toparia?
Quem decide é o UFC. Se o UFC mandar, eu luto com ele. Agora, quanto ao peso eu não tô nem aí, ele que se vire. Se quiser vim lutar com 84 kg é problema dele – Sonnen é peso médio (84kg), já Cigano peso pesado (108 kg).

E o dopping de Overeem?
Não estou aqui para julgá-lo. Eu o acho, inclusive, um grande lutador. Não sei o que aconteceu. Só defendo que haja um controle anti-drogas mais intenso no MMA.

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