Seleção estreia na Copa América feminina como uma das favoritas

Torneio continental garante vaga para Mundial e Olimpíada

Publicado sexta-feira, 08 de julho de 2022 às 06:00 h | Atualizado em 07/07/2022, 23:52 | Autor: Celso Lopez
Zagueira baiana Rafaelle (centro) é um dos pilares do time comandado por Pia
Zagueira baiana Rafaelle (centro) é um dos pilares do time comandado por Pia -

Pela última vez no formato atual, a Copa América Feminina começará nesta sexta-feira, 8, às 18h. Neste ano, o torneio será sediado em três cidades colombianas: Cali, Bucaramanga e Armênia, com final prevista para o Estádio Alfonso López, em Bucaramanga. Entre 8 e 30 de julho, dez seleções entrarão em campo em busca de uma vaga para a Copa do Mundo de 2023 e no acesso direto a Paris-2024. Com a evolução cada vez mais rápida da modalidade feminina, Colômbia, Chile e Argentina devem dar trabalho, mas o Brasil é de longe o favorito e hegemônico na competição.

O modelo do campeonato distribuirá dez equipes entre dois grupos, com cinco times cada. Por serem as melhores no ranking da Fifa, Brasil e Colômbia são cabeças de chave e não vão duelar na primeira fase. Dentro dos grupos, as equipes se enfrentam uma vez, no modelo todos contra todos e os dois primeiros avançam às semifinais. Mesmo que não se classifiquem, é importante que as seleções também lutem pelo terceiro lugar nos grupos, já que os dois terceiros irão duelar para decidir quem irá para a repescagem da Copa do Mundo e para os Jogos Pan-Americanos de 2023. O campeão e o vice ficam com vaga direta para o Mundial e para os Jogos de Paris-2024. Já o terceiro colocado geral da competição também irá para a repescagem da Copa.

Antes com intervalo de quatro em quatro anos para acontecer, a Copa América Feminina passará a ser disputada de dois em dois anos depois dessa edição. Para a seleção brasileira, sete vezes campeã em oito torneios disputados, será bom para testar sua força em um grande campeonato. Contudo, o torneio de 2022 vai ser diferente, já que a Canarinho não terá sua maior estrela, Marta. Ainda em processo de recuperação de lesão, a atacante não foi convocada por Pia Sundhage e estará fora, pela primeira vez, de uma grande competição pela seleção desde 2003. Outros ícones, como Formiga (que já se aposentou) e Cristiane (não está na lista de convocação), também não irão participar.

Quem pode aproveitar esse processo de transição da Canarinho para um time com mais novidades são as donas da casa, a Colômbia. Dentre os rivais, é a que apresenta um maior nível técnico e tem chance de surpreender para tentar quebrar a dinastia brasileira na competição. Porém, esse confronto só poderá ocorrer nas fases finais do torneio, já que a Colômbia está no Grupo A e o Brasil  no Grupo B. 

Experiência e juventude

Com um elenco renovado, a seleção brasileira foi testada contra elencos europeus antes da Copa América. Em amistosos, a Canarinho bateu a Hungria, empatou com Finlândia e Suécia e perdeu para a Dinamarca e para a própria Suécia. Com a transição para um time mais jovem, a treinadora Pia Sundhage fez questão de ressaltar a coragem necessária para convocar as novas atletas. “Como comissão técnica, temos que ser corajosas, é isso que pedimos para as jogadoras. Temos que ser corajosas pra trazer essas jogadoras e ter paciência com elas. Sabemos que elas serão bem-sucedidas cedo ou tarde, vamos dar tempo a elas”, comentou.

Contudo, os principais focos de atenção ainda vão para jogadoras como a atacante Debinha, uma das grandes esperanças do Brasil na competição. Já experiente e depois de três ciclos olímpicos, a atleta foi a única a marcar nas derrotas para Suécia e Dinamarca e é uma líder em campo.

Na maior rivalidade do continente, a atacante Sole Jaimes, que já atuou no Santos e foi campeã brasileira, é a principal arma da Argentina. Além de levantar troféu no Brasil, conquistou uma inédita Bola de Prata, a primeira de uma jogadora estrangeira. Há pouco tempo, na temporada 2018/19, chegou a vencer a Liga dos Campeões com o time francês Lyon. Com mais de dez anos na seleção, ela tentará levar a Albiceleste ao bi, já que foi a única seleção que já ganhou a Copa América além da Canarinho.

No Chile, o porto seguro está debaixo das traves. Christiane Edler, eleita melhor goleira do mundo na temporada 2021 pela Fifa, será a arqueira da seleção e tentará ir mais longe que em 2018, quando terminou com o vice-campeonato ao perder para o Brasil na final. 

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