Sudesb prepara censo para aprimorar políticas públicas de esporte e lazer

Publicado segunda-feira, 14 de junho de 2021 às 11:59 h | Atualizado em 19/11/2021, 12:15 | Autor: Daniel Genonadio

Preparar os gestores municipais do esporte baiano para se comprometer com o novo censo esportivo da Bahia. Esse é um dos novos objetivos da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). Para isso, a pasta promove seminários para fomentar a participação municipal no levantamento.

"Está sendo construido há algum tempo e agora as condições estão postas. A gente aderiu a uma iniciativa da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) que contratou um instituo e está realizando no país inteiro um amplo censo nessa área. Entrou no programa de governo e estamos prestando conta. São mais de 100 questões que serão apresentadas aos gestores municipais e nesta semana estamos na primeira fase, em seminários de mobilização, para garantir que cada prefeitura das cidades da Bahia se envolvam no processo e que a gente tenha em mãos a informação", disse Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb.

Os dados levantados no censo irão servir para aprimorar as políticas públicas no âmbito estadual e municipal. Serão considerados a quantidade e qualidade dos equipamentos públicos, a capacidade de gestão e quais modalidades se destacam em cada localidade da Bahia.

"Imagina o que é executar política pública de esporte esporte e lazer sem ter informações detalhadas. Em relação a infraestrutura do esporte, a Bahia é um estado enorme, tem o tamanho da França. Para a execução do sistema estadual é fundamental saber em cada cidade quantos equipamentos esportivos e a condição desses equipamentos. Além dessa questão de equipamentos também é importante a gestão. O que existe de gestão pública e gestão privada em cada local. Também é importante detalhar qual modalidade esportiva é disputada em cada munícipio. É um questionário amplo que vai garantir a vida do esporte e lazer na Bahia", explicou Vicente Neto.

O diretor-geral da Sudesb também relatou que é preciso fornecer boas condições para o esporte e lazer. Ou seja, pôr a prática esportiva educação, entretenimento e perspectiva futura, já que, uma das políticas públicas é incentivar e dar condições para a formaação de atletas.

"Estamos revendo os planos nacional e estaduais. Conversando com federações esportivas por modalidade. É necessário ter um ponto de inflexão nessa relação entre o poder público e a gestão privada. Se há um termo de colaboração com uma federação esportiva, nós precisamos ter a linha de produção do esporte neste termo. A iniciação esportiva para crianças, a participação recreativa, a dimensão educacional em escolas e a formação para a disputa de esportes em alta perfomance. A formação do atleta jovem precisa estar nesses termos que firmamos e estamos revendo exatamente isso", afirmou.

De acordo com Vicente Neto, a pandemia é responsável pela falta de utilização de equipamentos esportivos de alto investimento. "Em 2019 iniciamos 107 obras de reforma ou construção de equipamentos esportivos na Bahia. Não tem sentido fazer isso e não dar vida, não colocar gente lá dentro. A pandemia atrapalhou as ações que estavam previstas para 2020 e 2021, mas no retorno a vida normal nós precisamos ocupar esses espaços, que são caros e precisam da participação populacional".

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