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Príncipe Harry distribui sorrisos em hospital

Publicado segunda-feira, 23 de junho de 2014 às 18:25 h | Atualizado em 23/06/2014, 18:25 | Autor: Johanna Nublat l Agência Folha Press
Príncipe Harry
Príncipe Harry -
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"Simpaticíssimo", "informal" e "lindo" foram alguns dos elogios que o príncipe Harry, em visita ao Brasil a partir desta segunda-feira, 23, arrancou de pacientes e funcionários de um dos hospitais da Rede Sarah em Brasília.

O príncipe da família real britãnica chegou ao Brasil na manhã desta segunda, para uma visita de quatro dias, de onde seguirá para o Chile. Depois de Brasília, ele seguiu a Belo Horizonte, para assisitir ao jogo de despedida da já desclassificada seleção inglesa, e São Paulo, para visitar a Cracolândia.

Harry cumpriu a pontualidade britÔnica à risca: chegou ao hospital às 10h30 e saiu ao meio-dia, como previsto. Nesse intervalo, conversou com pacientes e médicos, tirou fotos, sentou no chão para fazer exercícios com crianças que se reabilitam no Sarah e, ainda, remou no lago Paranoá com alguns pacientes. 

"Eu falei 'bem-vindo ao nosso país'. Ele me ajudou a sair do andador para a muleta", conta sorridente Eduarda Oliveira, 8, que nasceu prematura e tem paralisia cerebral. De batom rosa e maquiagem leve, a menina se emocionou com a visita de um príncipe que ela conhecia pela televisão.

Já Caio Sousa, 11, nunca tinha ouvido falar de Harry. Mas ficou bem impressionado com o príncipe que, por cerca de 15 minutos, conversou com ele e outros nove pacientes do hospital que jogavam basquete em cadeira de rodas. "A gente perguntou se ele queria jogar basquete com a gente e ele disse que ia treinar antes", conta. Caio se trata no hospital há dois anos, depois de ter sofrido um acidente de carro que o deixou paraplégico. 

A Rede Sarah é referência, no país, na reabilitação de pacientes com diferentes tipos de comprometimento. O acesso às nove unidades em funcionamento no país é público. Num ano, cerca de 1,5 milhão de pacientes são atendidos no país pela rede.

Durante a visita, Harry quis saber as causas de os pacientes estarem no Sarah, sobre a facilidade de acesso ao hospital e ainda fez brincadeiras. Perguntou a idade a uma paciente de 60 anos que se trata contra a doença de Parkinson e, ouvindo a resposta, perguntou "16?". Também perguntou se essa paciente e um outro estavam em um encontro ("on a date"), ao que a paciente disse que não e apontou para o marido, distante alguns metros deles.

Para fechar a visita, Harry entrou em uma canoa, com um instrutor e um paciente do hospital e deu uma rápida volta no lago Paranoá. Eles, no entanto, não ficaram sozinhos: outra canoa com pacientes, quatro barcos à vela e cinco lanchas acompanharam o passeio real e garantiram a segurança do exercício.

O paciente que dividiu a canoa com Harry foi Israel Lima, 51, que se recupera de um AVC. "Eu tomei água do lago e falei para ele beber também. Mas o professor disse 'não, não!'. Ele se divertiu bastante no pouco espaço de tempo que teve", diz Lima.

Harry remou com a mesma roupa com que fez a visita: calça jeans e camisa social. Na saída, deu a única frase à imprensa que o acompanhava. Perguntado sobre o placar do jogo do Brasil com Camarões, que ele vai assistir in loco, arriscou: "3 a 1 para o Brasil".

Presidente da Rede Sarah, Lúcia Willadino Braga disse que Harry demonstrou ter conhecimentos sobre o processo de reabilitação, algo que a embaixada do Reino Unido já havia manifestado. "Ele é simpaticíssimo, super informal. Se interessou muito pelas histórias, pelos pacientes. Ele disse que tinha visto as fotos do hospital, mas que era muito mais bonito pessoalmente", diz ela.

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