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Cerca de 9 mil pacientes precisam de remoção médica urgente em Gaza

Território palestino conta com apenas 10 hospitais operando em condições mínimas

Publicado sábado, 30 de março de 2024 às 13:27 h | Autor: AFP
Antes da guerra, Gaza contava com 36 hospitais, segundo dados da OMS
Antes da guerra, Gaza contava com 36 hospitais, segundo dados da OMS -

Aproximadamente 9.000 pacientes devem ser retirados da Faixa de Gaza com urgência para receber tratamento, pois o território palestino conta com apenas 10 hospitais operando em condições mínimas, afirmou neste sábado, 30, o titular da OMS.

"Com apenas 10 hospitais funcionando em condições mínimas em #Gaza, milhares de pacientes seguem sem receber atendimento médico", advertiu o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

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Antes da guerra, Gaza contava com 36 hospitais, segundo dados da OMS.

"Cerca de 9.000 pacientes devem ser removidos urgentemente para o estrangeiro para que possam se beneficiar de serviços de saúde vitais, particularmente para o tratamento de câncer, das lesões causadas por bombardeios, diálise renal e outras doenças crônicas", ressaltou.

Ao todo, são 1.000 pacientes a mais que no último levantamento da OMS feito no início de março.

O território está submetido a um bloqueio quase completo e organizações como a ONU acusam Israel de não facilitar a chegada da ajuda humanitária da qual depende a maior parte dos 2,4 milhões de habitantes que ainda vivem em Gaza e estão concentrados principalmente no sul, na cidade de Rafah e arredores.

O ataque do Hamas em 7 de outubro, que deu origem ao conflito atual, provocou a morte de pelo menos 1.160 pessoas, principalmente civis, segundo o balanço feito pela AFP com base em informações oficiais israelenses.

Por sua vez, o Ministério de Saúde do Hamas anunciou neste sábado um novo balanço de 32.705 mortos e 75.190 feridos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelense em resposta ao ataque do movimento islamista. A maioria das vítimas são mulheres e crianças.

Tedros indicou que, até agora, "mais de 3.400 pacientes foram transferidos ao exterior via Rafah".

"Mas é preciso remover muito mais. Instamos Israel a que acelere a aprovação das remoções para que os pacientes críticos possam ser atendidos", acrescentou.

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