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DECORAÇÃO

Cores de 2026 apontam equilíbrio entre introspecção, coletividade e bem-estar

Tonalidades influenciam diretamente os projetos de arquitetura, refletindo desejos coletivos, emoções e novas formas de habitar os espaços

Isabel Queiroz*

Por Isabel Queiroz*

17/01/2026 - 5:03 h
A Majari, da  Iquine, é  um tom de azul profundo inspirado no Rio Amazonas
A Majari, da Iquine, é um tom de azul profundo inspirado no Rio Amazonas -

Todos os anos, empresas referência no mercado de tintas e design elegem a chamada cor do ano a partir de pesquisas de comportamento, tendências sociais e transformações culturais. Mais do que uma decisão estética, essas escolhas acabam influenciando diretamente projetos de arquitetura, refletindo desejos coletivos, emoções e novas formas de habitar os espaços. Em 2026, as tonalidades eleitas apontam para a busca por equilíbrio entre introspecção, coletividade e bem-estar, impactando desde reformas residenciais até ambientes corporativos.

Para 2026, a Suvinil, fabricante de tintas imobiliárias, elegeu duas cores do ano, tempestade e Cipó da Amazônia, que se complementam ao representar o individual e o coletivo. Tempestade, um rosa acinzentado, remete à introspecção, ao autocuidado e à necessidade de se reconectar consigo mesmo em meio a um mundo acelerado. Já Cipó da Amazônia, um verde amarelado, simboliza renovação, frescor e a força do coletivo. “São cores opostas, mas que coexistem em harmonia, falando sobre como precisamos estar bem individualmente para abraçar o coletivo”, afirma Sylvia, gerente de marketing, cor e conteúdo da Suvinil e responsável pela pesquisa das cores do ano de 2026.

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De acordo com Sylvia, o processo parte de uma análise ampla do comportamento humano, o estudo observa a sociedade como um todo e moda, tecnologia, lifestyle e mudanças culturais ajudam a traduzir sentimentos que, posteriormente, são representados pelas cores. “A gente observa o que está acontecendo no mundo para depois afunilar para o nosso universo de decoração. As cores são a última etapa, elas traduzem os sentimentos e o que o ser humano está buscando”, explica.

Michel Lott, diretor criativo e pesquisador de comportamento que integra o processo de definição das cores da Suvinil, reforça que as escolhas refletem movimentos globais que impactam diretamente o cotidiano das pessoas. Para ele, mesmo quem acredita não seguir tendências acaba sendo influenciado por elas, “as nossas vontades são guiadas pelas mudanças do mundo, as cores ajudam as pessoas a ouvir esses desejos internos e a perder o medo de sair do óbvio”, observa.

Na prática, a aplicação das cores do ano pode variar de acordo com o perfil do morador e a função do ambiente. O arquiteto João Gabriel destaca que as cores devem ser entendidas como sentimentos, e não apenas como tendências passageiras. O uso pode ser equilibrado, seja como base ou como ponto de destaque: “Se a cor for mais intensa, ela pode aparecer como um ponto em um ambiente neutro. Já tons mais suaves podem se tornar a base do espaço, o importante é respeitar o desejo do cliente e o propósito do ambiente”, explica.

Em sua própria casa, o arquiteto aplicou o verde Cipó da Amazônia de forma pontual no quarto, marcando a parede da cabeceira, enquanto o rosa tempestade apareceu como subtom em áreas sociais, substituindo o branco tradicional. A escolha, segundo ele, demonstra como a cor pode trazer personalidade sem sobrecarregar o espaço. Texturas e materiais naturais também ajudam a potencializar a experiência sensorial, tornando os ambientes mais acolhedores e convidativos.

Um momento de pausa

A marca brasileira de tintas Iquine elegeu o Majari como sua cor do ano de 2026, resultado de um estudo aprofundado sobre comportamento, design e tendências globais, desenvolvido em parceria com o estúdio inglês Justine Fox. O tom, um azul profundo inspirado nos afluentes do Rio Amazonas, traduz a necessidade contemporânea de pausa, introspecção e regeneração emocional. Para Leonardo Vasconcelos, diretor comercial e de marketing da marca, a escolha reflete um momento de cansaço coletivo e a busca por ambientes mais silenciosos e equilibrados: “O Majari funciona como uma âncora visual, trazendo profundidade, frescor e silêncio em meio à hiperconexão do dia a dia”, afirma.

Segundo a Iquine, a recomendação é que a cor do ano seja protagonista nos projetos, aplicada principalmente em grandes superfícies, como paredes, enquanto os tons complementares aparecem em móveis, objetos e detalhes decorativos. Em quartos e áreas de descanso, a indicação é combinar o Majari com tons claros e amadeirados, reforçando a sensação de tranquilidade e bem-estar. Já em salas de estar e cozinhas integradas, o azul profundo pode ser aquecido com tons terrosos e rosados, estimulando pausas, convivência e memória afetiva. Nos escritórios e espaços criativos, a orientação é harmonizar o majari com cores mais vibrantes e orgânicas, favorecendo energia, foco e criatividade no dia a dia.

Independentemente da marca ou da tonalidade escolhida, especialistas concordam que a cor do ano vai além da estética. A cor se torna uma ferramenta para criar ambientes mais humanos, conectados às emoções e às transformações do tempo presente, ela atua diretamente na percepção sensorial dos espaços, influenciando o conforto, temperatura visual e bem-estar emocional.

*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

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Tags:

bem-estar emocional cores de 2026 design de interiores tendências de decoração

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