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07/10/2023 às 5:00 - há XX semanas | Autor: Mariana Bamberg

MERCADO

Criança influencia a escolha do imóvel

Casais com filhos têm preferência por casas de rua ou vila e imóveis em localizações próximas a escolas

Com a proposta de manter o filho Benjamim  menos dependente das telas,  David e  Sthefani  se mudaram recentemente para um condomínio com mais espaço de lazer
Com a proposta de manter o filho Benjamim menos dependente das telas, David e Sthefani se mudaram recentemente para um condomínio com mais espaço de lazer -

Não é só no Dia das Crianças que as demandas dos pequenos influenciam nas decisões de compra dos pais. E isso inclui a hora da escolha do imóvel da família. A pesquisa Tendências de Moradia, realizada e divulgada pela DataZAP em setembro, mostrou, por exemplo, que casais com filhos têm preferência por casas de rua ou vila e localizações próximas a escolas, enquanto os solteiros ou que ainda não têm criança no lar preferem apartamentos e valorizam regiões com opções de academias. Assim como grandes marcas, o mercado imobiliário já está atento a isso e corretores, administradoras de condomínios e até construtoras criam estratégias para aproveitar a força da criançada.

Segundo a pesquisa da DataZap, 65% dos que buscam um imóvel têm filhos e a média é de dois por família. Esses casais representam 33% dos que preferem casa a apartamento. Foi o caso de David Oliveira. Com o filho Benjamim, de 4 anos, ele e a esposa, Sthefani Brasil, se mudaram recentemente e um dos motivos era proporcionar mais espaço e oportunidade para que o pequeno tenha uma infância menos dependente das telas e mais próxima do que eles tiveram, brincando nas casas de amigos ou até na rua.

“Morávamos em um prédio antigo, sem opções de lazer, sem crianças. Então ele estava muito preso às telas, não tinha amigos. Eu já não aguentava mais onde eu estava por ver ele naquela situação. Em um mês na casa nova, ele já tem um amigo que mora na nossa frente, tem parquinho, atividades dentro do condomínio. Às vezes, dá até trabalho porque quer ficar no parquinho ou na piscina o dia todo”, conta o pai.

Leila Bahia foi a corretora que ajudou a família a encontrar a casa nova. De acordo com ela, casais com filhos costumam ter como uma das prioridade itens como brinquedoteca, parquinho e piscina. Para ela, essa influência dos pequenos ficou ainda mais latente após o período de isolamento social da pandemia da Covid-19.

“No período, comecei a receber muita ligação de clientes pedindo imóveis com esses itens. Eles estavam com os filhos presos em casa, queriam uma válvula de escape. A Covid trouxe muitas mudanças para o mercado imobiliário, principalmente neste público que tem filhos. Esses itens viraram meio que um pré-requisito para eles e, se o corretor for atento, já filtra essas opções para encantar o cliente”, afirma Leila.
A corretora conta que na hora de selecionar as opções que vai apresentar aos clientes uma das informações mais decisivas é se eles têm filhos ou se pretendem ter. Outra pergunta a ser feita é onde os pequenos estudam. Segundo a pesquisa da DataZAP, a proximidade com escolas é importante para 29% daqueles que buscam imóveis. Entre os consumidores que são pais, esse índice sobe para 37%. Mas Leila explica que essa localização não necessariamente torna as opções mais valorizadas, mas agregam valor para as famílias com crianças. Por enquanto, o filho de David ainda estuda em uma escola próxima ao antigo bairro deles. Mas os pais já se preparam para no próximo ano colocá-lo em um colégio no entorno do novo lar.

Força da criançada
Conselheira do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA) e uma das sócias da NNova Imobiliária, Neuza Marques explica que as crianças nem sempre foram tão decisivas assim na hora da compra ou locação. De acordo com ela, até a década de 1950 as demandas dos pequenos não eram levadas em conta na busca por um imóvel e foi só a partir de 2010 que o marketing começou a perceber e agir para aproveitar a força da criançada.

“Hoje, o mercado já percebeu, as construtoras estão atentas a isso. E não só para as crianças, mas também para os pets. A tendência é, cada vez mais, aumentar. Os adultos compram mais pensando nos seus filhos. Eles querem o bem-estar da família e, se crianças estão bem e gostam daquilo, eles vão investir e vão buscar”, avalia a conselheira do Creci.

Para Neuza, a maior preocupação com as experiências sociais dos pequenos e o maior acesso à informação que eles passaram a ter ajudaram a aumentar a influência dos filhos na decisão de compra ou locação. Hoje, segurança, infraestrutura de lazer e um espaço para a criança socializar com outras pessoas da sua idade são as prioridades dos pais, segundo ela.

Era justamente o que buscavam David e a esposa quando saíram do apartamento antigo. No novo condomínio, eles encontraram não só estrutura de lazer infantil, mas também 16 modalidades de atividades para o pequeno dentro do próprio empreendimento, custando uma taxa de R$ 270 cobrada por casa. Hoje ele já faz tênis e, em breve, deve entrar também na natação.
“Crescer com outras crianças e ter desde pequeno essa disciplina do esporte era algo que eu queria proporcionar ao meu filho e tudo isso dentro do próprio condomínio facilita demais”, afirma David.

É por isso que os condomínios clubes têm atraído, cada vez mais, clientes que são pais de filhos pequenos. Quem avalia isso é Alan Galvão, gerente de negócios da administradora imobiliária e condominial Apsa. Os empreendimentos deste padrão, assim como onde mora David, têm, além de uma área de lazer completa, atividades esportivas ou recreativas para os moradores. E não é à toa que eles costumam ter, segundo Alan, uma quantidade de crianças muito superior a outros condomínios.

“Os grandes empreendimentos já estão atentos e buscam inovar olhando para as áreas de lazer justamente para atrair casais com filhos. E os nossos profissionais na gestão dos condomínios também estão sempre buscando novidades, como aula de natação, de dança, de recreação, para trazer viver-bem para os moradores, inclusive os pequenos”, relata o gerente da Apsa.

Mas essa estrutura para as crianças exige atenção redobrada da administração dos condomínios. Alan cita, por exemplo, que é necessário regulamentos específicos para cada espaço de atividade no condomínio e cuidado redobrado com aqueles por onde circulam mais crianças.

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