adblock ativo

15,5 milhões de famílias têm intenção de comprar um imóvel em até dois anos

Publicado às | Atualizado em 22/10/2021, 22:25 | Autor: Leonardo Lima*
Alan diz que conforto é prioridade | Fotos: Uendel Galter | Ag. A TARDE
Alan diz que conforto é prioridade | Fotos: Uendel Galter | Ag. A TARDE -
adblock ativo

Pesquisa de agosto feita pela Datastore, empresa especializada no setor, aponta que 15,5 milhões de famílias brasileiras têm intenção de comprar um imóvel em até dois anos, maior demanda registrada desde 2009. A pesquisa também aponta que, dessas famílias, 59% mostraram interesse em tomar a decisão de compra em até um ano.

Desde o segundo semestre de 2020 que o mercado imobiliário tem voltado a crescer de maneira significativa. Na Bahia, o cenário de mercado aquecido não é diferente e alguns empreendimentos estão sendo lançados praticamente já vendidos.

A corretora de imóveis Aida Andrade trabalha no mercado de avulso, com imóveis já prontos, e relata: “Às vezes eu não tenho produto para vender para o cliente, se ele me solicita determinado imóvel, eu não tenho porque a demanda está muito boa”.

Atualmente, a corretora percebe o interesse de diversos públicos no setor. “Tem cliente para investimento, cliente que está fazendo um upgrade do apartamento, comprando um maior justamente pela taxa de juros, porque não quer deixar seu dinheiro no banco”, conta Aida.

Cláudio Cunha, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), entende que, apesar do recuo no início de 2020 em função da pandemia da Covid-19, o cenário hoje é positivo. Ele explica que, “com mais crédito e com a redução das taxas de juros, as pessoas reavaliaram e anteciparam a decisão de compra de imóvel”.

E pensando também no confinamento vivido em função da pandemia, os compradores intensificaram a preocupação em relação ao conforto que a casa ou o apartamento podem oferecer. Essa foi uma questão importante para o músico Alan Leonel, 25, na hora de definir o imóvel. “O fator do conforto é muito relevante, como também a decoração, a beleza do imóvel e as áreas comuns como a academia”, conta.

Leonel e o pai decidiram buscar um novo apartamento ainda antes da pandemia, mas com a crise econômica resolveram começar o processo só no início deste ano. “Fomos amadurecendo a ideia e quando a situação ficou mais branda começamos a procurar, ficamos até abril procurando”, lembra o músico, que acredita que a pandemia alongou esse tempo de busca.

A corretora de imóveis Iolanda Matos foi quem ajudou Leonel no período de escolha e ela reforça que a demanda também tem a ver com essa preocupação pós-pandemia. “As pessoas estão investindo muito no conforto familiar. A pandemia nos trouxe para dentro de casa, o home office veio para ficar, e começamos a ver que podemos ter uma casa confortável e conviver mais com a família”, diz.

Essa movimentação maior do mercado imobiliário tem sido percebida por Iolanda desde o ano passado e, como Aida, ela conta que está faltando lançamento. “Acho que nunca esteve tão aquecido quanto agora e os agentes financeiros como um todo vêm procurando adequar as linhas de crédito para atender todas as classes, isso tem ajudado bastante”, explica.

Imagem ilustrativa da imagem 15,5 milhões de famílias têm intenção de comprar um imóvel em até dois anos
Iolanda diz que pandemia elevou busca por moradia

Expectativas superadas

“O número de brasileiros hoje interessados em adquirir imóvel ultrapassou todas as expectativas e 2022 ainda será melhor”, destaca Iolanda, que atribui a vacinação e a retomada da economia como peças centrais para o incentivo a todo esse mercado.

O desejo de comprar uma casa própria vem batendo recordes contínuos e a tendência é que siga assim para o próximo ano. O levantamento da Datastore no mesmo período de 2020 indicava o interesse em 11,6 milhões de famílias, um recorde na época, e hoje o número já aumentou em cerca de 4 milhões de famílias.

E sobre o cenário de crise econômica, Aida Andrade fala que, mesmo assim, muita gente decidiu colocar o dinheiro no mercado imobiliário, seja para casa própria ou para investimento. Mas ela sinaliza que “o que está impulsionando o mercado imobiliário são aqueles clientes que compram a partir de R$ 350 mil, porque a classe que compra imóvel de menor preço é uma classe que está sofrendo muito” ainda, principalmente com desemprego.

Para o ano que vem, a corretora visualiza um cenário de incertezas políticas e por isso acredita que muita gente irá recorrer para a compra de imóveis para tentar fugir de uma possível inflação do aluguel, por exemplo.

O presidente da Ademi-BA indica otimismo para 2022. “A nossa projeção é positiva. As taxas de juros e o crédito imobiliário acessível, o déficit habitacional, as aspirações de melhor qualidade de vida, de uma moradia que atenda nossas necessidades, apontam para o crescimento do mercado”, afirma Cunha.

*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

adblock ativo

Publicações relacionadas