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Aluguel de casa de férias supera nível pré-pandemia

Publicado às | Atualizado em 08/10/2021, 23:29 | Autor: Fábio Bittencourt
Creci lança campanha para alertar sobre os golpes nas locações | Imagem: Túlio Carapiá | Editoria de Arte A TARDE
Creci lança campanha para alertar sobre os golpes nas locações | Imagem: Túlio Carapiá | Editoria de Arte A TARDE -
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Com a aproximação do final do ano e a retomada das viagens, no contexto do avanço da vacinação contra a Covid no país, teve início a temporada de busca por aluguel de casa de férias. Em sites e plataformas especializados, os anúncios com ofertas se multiplicam e, em um deles, as reservas para o último trimestre do ano já ultrapassam níveis pré-pandemia.

Mas é preciso atenção. De olho no aumento da ação de criminosos que atuam na internet, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci) lançou esta semana uma campanha com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para os cuidados com o chamado golpe do “anúncio clonado”.

Como o próprio nome já diz, o crime acontece quando o estelionatário, de posse de dados e fotos de imóveis reais, anunciados em um determinado portal, copia essas informações e as publicam, de forma “fake”, em um outro local. Com o telefone trocado, claro, e, geralmente, com preço inferior ao anunciado, portanto, abaixo do valor de mercado. O resto da história todo mundo conhece.

O diretor de Patrimônio do Creci na Bahia, José Alberto Oliveira, diz que é comum esse tipo de golpe ocorrer de várias formas, mas sempre com o mesmo objetivo. E que o mais seguro será sempre o consumidor procurar fazer negócio com um corretor de imóvel profissional, e com registro ativo na entidade, e/ou uma imobiliária de confiança.

Essa consulta (do registro profissional), ele diz, é feita de forma simplificada na página inicial do Creci.

Ainda segundo José Alberto, transação comercial de toda natureza requer atenção, em especial mais ainda quando se trata de imóvel.

“Precisa atenção, porque na grande maioria dos casos, o inquilino (interessado no imóvel) está distante, a milhares de quilômetros. Mas, mesmo estando próximo, o cuidado deve ser redobrado. Já vi caso do golpista estar dentro do imóvel”, fala José Alberto.

“Ele estava dentro, se dizendo proprietário, e alugando para diversas pessoas ao mesmo tempo, mostrando o local. Outras vezes se passando por corretor”.

O diretor do Creci destaca ainda que, por exemplo, preço baixo é motivo para desconfiar. “Para fazer o negócio mais rápido, eles pedem um valor bem menor, que é para atrair mais gente. Daí exige o depósito no valor de 50%, como forma de garantir a reserva. E aí o prejuízo está feito. Tem de prestar atenção para não frustrar as férias da família”, fala.

Evite armadilhas

Vamos a algumas dicas do especialista para não cair nesse tipo de armadilha.

A primeira é utilizar a tecnologia como aliada da segurança. “Ferramentas como Google Maps, Google Earth e as redes sociais ajudam na checagem do local, a cruzar informação, ou imprecisão que possa estar contida no anúncio; ver comentários de hóspedes”.

Solicitar cópias de documentos de propriedade do imóvel e do locador para constatar a posse, em caso de contato com um suposto proprietário, é outra, ele diz. E, antes de realizar qualquer pagamento, conferir o contrato e as condições acordadas. O documento, frisa, serve como garantia caso necessite reivindicar algum direito judicialmente.

Ouro conselho valioso, segundo Alberto, é solicitar que o corretor faça uma chamada de vídeo, para que se possa confirmar o livre acesso do locador ao imóvel.

“Ao realizar algum depósito, comum em aluguéis por temporada, geralmente de até 50% do valor total, exija que a conta seja da imobiliária ou do corretor de imóveis, devidamente autorizados. Isso é fundamental. Ou na conta do proprietário, apenas depois de confirmado através de documento de propriedade, com escritura ou carnê de IPTU”, diz ele.

Vale lembrar que estamos tratando até aqui do aluguel de casa de temporada feito através de sites na internet, e que ele difere totalmente, em termos de segurança, de comercialização em plataformas especializadas no assunto, como Airbnb ou Casa Férias, por exemplo. Isso porque o pagamento da hospedagem são feitas no próprio aplicativo, sem risco.

Continuam valendo, porém, os cuidados a serem tomados com relação à qualidade do imóvel anunciado, versus a “realidade”. Ou seja, como ele é na real, sem filtro de imagem. Segundo o Airbnb, “é fundamental que a experiência do hóspede na acomodação atenda às expectativas iniciais e, para isso, é preciso que o anúncio seja realista e detalhado”.

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