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Quadros são bem-vindos em todos os cantos da casa

Publicado sábado, 03 de agosto de 2019 às 13:49 h | Atualizado em 03/08/2019, 13:49 | Autor: Mariana Bamberg* | Foto: Marcelo Negromonte | Divulgação
Laís Galvão optou por destacar uma obra de arte de grande formato no meio da estante com outros objetos, como livros e plantas
Laís Galvão optou por destacar uma obra de arte de grande formato no meio da estante com outros objetos, como livros e plantas -
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Espelhos, pratos, relógio, esculturas e quadros, muitos quadros, com vários formatos, cores e temas. Pode parecer, mas não é uma bagunça. É uma parede com uma composição harmônica e criativa de diversos objetos que conferem ao ambiente personalidade e ousadia.

Pode parecer simples, mas, para o designer de interiores Rogério Menezes, é preciso muito cuidado e sensibilidade para não se tornar um caos de objetos aleatórios colados na parede. "Ou vai ficar muito lindo ou vai ficar muito feio".

O primeiro cuidado é com a escolha da parede. A arquiteta Carolina Quintella explica que a ideal é aquela que tem destaque no ambiente, "que causa impacto assim que a pessoa entra". Geralmente é a que fica atrás do sofá. Mas é possível também escolher uma mais discreta para valorizá-la.

"Não existe o que é permitido e o que é proibido. Até mesmo a definição do cômodo é livre. Mas, em geral, os mais comuns são salas, quartos, lavabo, corredores e hall", esclarece Carolina Quintella.

A escolha da parede também deve estar relacionada aos objetos. A arquiteta Laís Galvão explica que quando elas são muito extensas, como em salas, por exemplo, devem ser usados elementos com maiores dimensões. Já em paredes menores, como em corredores, o ideal é utilizar aqueles menores, "pois serão vistos de perto".

Quebrar sequência

A etapa mais divertida é a escolha dos elementos, quando a criatividade e a sensibilidade devem falar mais alto. Para quebrar a sequência de molduras, é possível utilizar também pratos, relógios, máscaras, santos, esculturas e vasos. Mas a arquiteta e designer Daniela Campello alerta: assim como uma roupa deve combinar com o estilo de quem a usa, os elementos devem conversar entre si. Eles não precisam ser iguais, mas devem ter algo em comum, a cor, o tema ou até o formato.

"A composição deve também levar em consideração o ambiente. Ela é livre e pessoal, mas é importante estar relacionada aos elementos decorativos do local", orienta.

A sugestão de Rogério é aproveitar os objetos que o morador já tem em casa, "assim a composição traz a história e a personalidade da pessoa. Peças de família, lembranças de viagem, tudo isso agrega não só a estética, mas também a parte afetiva".

O equilíbrio e a harmonia da composição não dependem apenas da escolha dos elementos, a disposição deles também conta muito. Daniela Campello chama a atenção para o espaçamento entre os objetos. "Essa distância deve se repetir para criar unidade".

Para ajudar a encontrar a disposição ideal, Laís Galvão costuma ir distribuindo os objetos no chão até encontrar a disposição ideal. Assim, antes de instalar, "é possível encontrar um equilíbrio e uma lógica entre as peças.

"Tento seguir sempre algum desenho, algum formato. A lógica pode ser a partir de uma simetria ou um alinhamento de molduras", conta Galvão.

Para aqueles mais práticos, Carolina conta que uma composição não necessariamente exige furar paredes. É possível também deixar os objetos apenas encostados.

"Usamos muito elementos em prateleiras, aparadores ou até mesmo no chão, apoiados na parede. E ainda é possível compor esses soltos com outros presos. Por exemplo, pode usar um quadro maior sobre um aparador e, do outro lado, quadros menores, presos na parede. São várias opções".

*Sob a supervisão da editora Cassandra Barteló

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