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Queremos Saber | Aloysio Alves, 78, aposentado

Adriano Motta
Por Adriano Motta
| Atualizada em
“Muita gente pensa que vai para o céu, não vai nada. O espírito, quando a gente morre, fica vagando pela Terra”
“Muita gente pensa que vai para o céu, não vai nada. O espírito, quando a gente morre, fica vagando pela Terra” - Foto: Raphael Müller/ Ag. A Tarde

Para onde vamos? Para que existimos?Perguntas como essas estão entre nós desde os primórdios. No entanto, nem sempre paramos para pensar nelas de verdade. Para essas reflexões, a Muito continua com a coluna Queremos Saber, transitando entre questões filosóficas e divertidas. Dessa vez, ouvimos Aloysio Alves, 78, aposentado.

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Eu sei que é difícil, mas queria era ganhar na Mega-Sena. Ia pegar um jato e iria para o Japão passear. Pegar um transatlântico, daqueles que chegam aqui, e passear. Tem coisa melhor? Não tem.

Para que existimos?

Nós existimos para ajudar, contribuir em algo com o outro. Para ser humano, ter aquele companheiro como amigo. Porque hoje em dia ninguém se ajuda, é mundo-cão. Então, se eu puder ajudar, ajudo.

Se você pudesse mudar uma coisa, qualquer coisa, o que mudaria?

Se eu pudesse voltar no tempo, ia fazer tanta coisa... Iria trabalhar honestamente, juntar um dinheiro e comprar uma fazenda para tomar um leite fresco que nem no meu interior, Mata de São João.

Qual foi a melhor coisa que já lhe aconteceu?

Primeiramente, Deus. Depois, minha mãe e minha companheira, que foi embora nova. Curtir eu não curti, que nunca gostei de farra. Meu negócio sempre foi tomar uma cervejinha com a galera, até hoje eu tomo uma.

Para onde vamos depois de morrer?

Para mim, não existe céu. Muita gente pensa que vai para o céu, não vai nada. O espírito, quando a gente morre, fica vagando pela Terra. Aquele que tiver merecimento, Deus protege. Os endemoniados, Satanás toma conta. Eu já morri um monte de vezes. Já vi eu saindo do meu corpo, ficar em pé e meu corpo deitado, fiquei besta.

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