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África do Sul quer atenuar resolução contra o Irã na ONU

A África do Sul apresentou na segunda-feira emendas que desfigurariam a proposta de resolução da ONU contra o Irã, negociada ao longo de um mês pelas principais potências.
O Conselho de Segurança deve debater a resolução na terça e quarta-feira. Os principais itens são a ampliação da lista de indivíduos e instituições sujeitas ao congelamento de bens fora do Irã e a imposição de um embargo à exportação de armas do país.
Não há data marcada para a votação. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pretende fazer um pronunciamento na ONU para tentar convencer o Conselho de Segurança do caráter pacífico do programa nuclear do seu país -- algo que o Ocidente dificilmente vai acreditar.
O embaixador sul-africano na ONU, Dumisani Kumalo, que preside o Conselho neste mês, propôs retirar parte da lista de congelamento de bens, segundo diplomatas. Essa lista inclui o banco Sepah e várias empresas da Guarda Revolucionária do Irã.
A África do Sul também manifestou apoio a uma pausa de 90 dias na aplicação das sanções, uma idéia que segundo Kumalo partiu do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed El Baradei, que em janeiro propôs "um tempo" durante o qual seriam suspensos simultaneamente as sanções e o programa iraniano de enriquecimento de urânio. Na época, porém, El Baradei não citou um período específico.
Kumalo disse a jornalistas que essas emendas visam a "tratar das questões da proliferação e das questões das negociações políticas", ao mesmo tempo em que protege o papel da AIEA.