Barbados deixa de pertencer a Inglaterra e se torna uma república

Publicado terça-feira, 30 de novembro de 2021 às 10:34 h | Atualizado em 30/11/2021, 10:42 | Autor: AFP

Barbados se tornou oficialmente uma república na segunda-feira à noite, em uma cerimônia na qual a rainha Elizabeth II deixou de ser a chefe de Estado da ilha.

Independente do Reino Unido desde 1966, Barbados celebrou sua transição da monarquia para o governo republicano após quase quatro séculos de sujeição à monarquia britânica.

A ilha conhecida por suas praias paradisíacas, seu rum e por ser o berço da superestrela global Rihanna, terá como chefe de Estado outra mulher, Sandra Mason, até agora governadora-geral do país, após sua eleição em 21 de outubro.

Mason fez o juramento ao cargo à meia-noite de segunda-feira na capital do país, Bridgetown, em uma cerimônia oficial na qual também foi substituído o estandarte real pela bandeira presidencial. "Eu, Sandra Prunella Mason, juro ser fiel e manter verdadeira lealdade a Barbados de acordo com a lei, com a ajuda de Deus", declarou a nova presidente.

Em um dos primeiros atos da nova república, a primeira-ministra Mia Mottley concedeu a Rihanna o título de heroína nacional por ter levado "imaginação ao mundo (...) e, acima de tudo, por seu extraordinário compromisso com sua terra natal".

Commonwealth

A cerimônia, com a presença do príncipe Charles, filho mais velho de Elizabeth II, e Rihanna, não foi aberta ao público, apesar da suspensão temporária do toque de recolher imposto devido ao coronavírus para permitir que a população aproveitasse as festividades, que incluíram fogos de artifício em toda a ilha.

"Não estou muito animado com Barbados se tornando uma república, simplesmente porque as pessoas na verdade não sabem que estamos nos tornando uma república", declarou Ian Trotman, um fabricante de tecidos de 58 anos que sentiu falta de uma campanha pública informativa.

Barbados continua sendo membro da organização Commonwealth, como observou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em um comunicado na segunda-feira.

"Seguiremos amigos e aliados incondicionais, aproveitando as afinidades e conexões duradouras entre nossos povos e o vínculo especial da Commonwealth", escreveu Johnson.

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