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Brasileiro morou cinco anos em hotel em Nova York sem pagar diárias

Ele aguarda julgamento no Supremo Tribunal de Nova York, no qual é acusado de 24 ocorrências judiciais

Publicado segunda-feira, 25 de março de 2024 às 18:10 h | Autor: Da Redação
Mickey Barreto se hospedou no hotel em junho de 2018, junto com o companheiro, Matthew Hannan
Mickey Barreto se hospedou no hotel em junho de 2018, junto com o companheiro, Matthew Hannan -

Um brasileiro ficou hospedado no hotel New Yorker, em Nova York (EUA), por cinco anos, após se aproveitar de uma brecha na legislação norte-americana. Segundo o jornal The New Work Times, agora ele pode ser preso por frauda.

Mickey Barreto se hospedou no local em junho de 2018, junto com o companheiro, Matthew Hannan. Na época, ele pagou US$ 200 (R$ 1 mil) por uma noite, mas não foi embora na manhã seguinte e permaneceu hospedado no local nos anos seguintes.

Mickey e Matthew pesquisaram se o hotel estava sujeito a um artigo da Lei de Estabilização de Aluguéis. Aprovada em 1969, essa legislação criou um sistema de regulamentação de aluguéis em Nova York, que diz que um hóspede poderia se tornar residente permanente se solicitasse um aluguel com desconto.

Então, no hotel, o brasileiro informou que queria alugar o quarto 2565 por seis meses. O funcionário ligou para o gerente e Mickey foi informado de que não existia a opção do aluguel no local, e que se ele não pagasse por mais uma noite, teria que desocupar o quarto até o meio-dia.

No entanto, eles não foram embora. O brasileiro foi para o Tribunal de Habitação da Cidade de Nova York após os carregadores tirarem as coisas do quarto e processou o hotel, argumentando que o despejo era ilegal. Por não ter representantes do hotel, Mickey ganhou o processo e voltou ao hotel.

Depois, Mickey descobriu outra brecha e conseguiu obter uma procuração em que afirmava que ele era dono do próprio hotel. Dias depois, no entanto, os advogados conseguiram anular a procuração. A luta para despejar Mickey durou anos.

Em 2023, após não pagar nenhuma diária a mais em cinco anos, foi despejado. Agora, ele aguarda julgamento no Supremo Tribunal do Estado de Nova York, no qual é acusado de 24 ocorrências judiciais, sendo que 14 são por fraude criminal. 

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