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Calderón diz que Obrador jogaria México em nova crise

Agencia Estado

Por Agencia Estado

26/06/2006 - 18:40 h

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Felipe Calderón, 44 anos, o ex-ministro de Energia e candidato presidencial da direita mexicana, que foi dado como derrotado por antecipação antes de virar o jogo e transformar o pleito do próximo domingo em uma contenda real com o populista Andrés Manuel López Obrador, o ex-prefeito da Cidade do México, de 52 anos, encerrou os comícios de sua campanha dando demonstração de força em território inimigo. Encheu o estádio Azteca, na capital, e, diante de um público estimada em mais de 120 mil pessoas, deu a palavra de ordem para os dias finais da campanha: não se render, acreditar na vitória e ir atrás dos votos dos indecisos.

A composição social variada da platéia não refletia a polarização de ricos contra pobres usada por alguns analistas para descrever a primeira campanha presidencial do México na plenitude democrática. "Apóio Calderón porque quero que continue a mudança pacífica que o país começou há sei anos e acho que ele oferece o melhor caminho quando penso no futuro dos meus filhos", disse à AE Valeria Ocampo Garcia, uma professora da região afluente de Santa Fé, que veio com o marido, um advogado, e os dois filhos.

"Eu vim de Vera Cruz com meus amigos porque Calderón é o candidato que mais diz a verdade: não promete milagres, não promete ajuda, mas fala em criar empregos, e isso é que o México precisa", disse Horacio Almendra, de 32 anos, ex-comerciário desempregado que sobrevive como vendedor ambulante e no passado votou para o PRI - o Partido Revolucionário Institucional, que seis anos atrás foi desalojado do poder, depois de sete décadas, por Vicente Fox, do Partido de Ação Nacional, o mesmo de Calderón.

Os números da impressionante mobilização, no último domingo, traduziram menos uma súbita descoberta das qualidades de Calderón pelos mais de 20 milhões de habitantes da região metropolitana da Cidade do México, um reduto de López Obrador, do que a capacidade de sua campanha de produzir um mega evento político trazendo de estados vizinhos hordas de membros e simpatizantes do PAN, em mais de duas centenas de ônibus. Mas, numa disputa que terminou tecnicamente empatada, com sinais de algum crescimento do líder panista, e que poderá ser decidida por estreitíssima margem de votos, o último grande comício de Calderón deu-lhe os ingredientes de que precisará nos dias finais da campanha para tentar ganhar apoio suficiente entre os 12% de eleitores indecisos que decidirão a quem Fox passará a faixa presidencial em dezembro próximo.

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