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Desejo de mudanças deve marcar eleições na Indonésia

ae | Agência Estado

Por ae | Agência Estado

07/04/2014 - 18:23 h | Atualizada em 19/11/2021 - 5:55

Eleitores da terceira maior democracia do mundo, a Indonésia, irão às urnas na quarta-feira para determinar não apenas quem vai participará do Legislativo, mas também quais partidos políticos poderão colocar candidatos na disputa pela Presidência, que ocorrerá em julho. Depois de dez anos sob a liderança do presidente Susilo Bambang Yudhoyono, muitos indonésios têm pedido mudanças. As eleições parlamentares darão uma visão inicial se os eleitores optarão por líderes tradicionais e fortes ou novos rostos com apelo populista.

Na vanguarda dos novos candidatos, está o governador de Jacarta, Joko Widodo, para quem a eleição de quarta-feira é o primeiro teste de suas chances para a corrida à Presidência. Widodo, ex-exportador de móveis com uma abordagem de homem do povo, é o candidato do oposicionista Partido Democrático de Luta (PDI-P) e liderou pesquisas de opinião recentes. No extremo mais tradicional do espectro está Prabowo Subianto, um ex-comandante das forças especiais cujo Partido do Movimento Grande Indonésia (Gerindra) apela a um desejo de liderança firme após os anos sob a gestão de Yudhoyono.

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As eleições legislativas marcam o início de meses de negociações políticas, com os partidos desenhando linhas que irão determinar coligações futuras. As eleições desta semana também deverão eliminar alguns dos nove partidos atualmente no Legislativo, seis dos quais formam a coalizão de governo, com outros três na oposição. "Pode se ter um pouco menos partidos, o que torna menos complicado para as siglas montarem coligações juntas", disse Doug Ramage, analista político do Bower Group Ásia.

Os dois partidos que deverão liderar esta semana são PDI-P, de Widodo, e Golkar, o veículo político do ex-autocrata Suharto, cujo candidato presidencial é empresário Aburizal Bakrie. Algumas pesquisas mostram que, juntos, os dois podem conquistar até 40% dos assentos na Câmara dos Deputados, que tem 560 vagas. Se isso ocorrer, "você terá os dois maiores partidos recebendo quase a metade dos assentos. Já é mais estável do que o que tivemos", salientou o analista.

Doze partidos estão concorrendo na eleição de quarta-feira. No último mês, todos promoveram comícios políticos estridentes em busca de apoio. O PDI-P, que é líder nas pesquisas, adotou o slogan "Grande Indonésia", uma referência ao tempo em que o presidente Sukarno liderou o país por mais de 20 anos, após a independência em 1945. O Gerindra, de Subianto, tenta alcançar milhões de eleitores jovens por meio de promoções chamativas em mídias sociais. Em um comício recente, ele apareceu empinando um cavalo, usando sua experiência militar para criar uma imagem de um líder forte.

Cada um dos partidos deve ganhar pelo menos 20% dos votos ou 25% dos assentos na Câmara para colocar um candidato nas eleições presidenciais de julho. Os partidos podem formar coalizões ou alianças para atingir esse limite. Apenas Golkar, PDI-P e Gerindra devem receber votos suficientes para colocar candidatos na disputa presidencial. A expectativa é de que o partido do presidente Yudhoyono, os Democratas, que recebeu mais de 20% dos votos para o Legislativo em 2009, não consiga indicar um candidato à Presidência após os escândalos de corrupção que mancharam a sua imagem. As eleições desta semana marcam a quarta vez que os eleitores do país elegerão integrantes da Câmara desde a saída de Suharto em 1998. Fonte: Dow Jones Newswires.

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