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EUA: Filhas de candidatos lutam por voto jovem

Agencia Estado

Por Agencia Estado

06/04/2008 - 8:51 h

As duas são loiras, têm sobrenomes famosos e participam ativamente na campanha presidencial de seus pais. As semelhanças entre Chelsea Clinton e Meghan McCain, porém, param por aí. Enquanto a única filha da senadora democrata Hillary Clinton assumiu o papel de porta-voz de sua mãe para os jovens, a filha do republicano John McCain adotou um estilo mais leve e informal para discutir a campanha do pai. Nesse quesito, o pré-candidato democrata Barack Obama está em desvantagem: suas duas filhas, Malia (9 anos) e Sasha (de 6), são novas demais para ajudá-lo.

As filhas dos candidatos são importantes representantes que podem fazer campanha em locais onde seus pais não estão acostumados a ir, como universidades e lugares onde os jovens freqüentam, disse ao Estado Peter Levine, diretor do Centro para Informação e Pesquisa sobre Participação Cívica da Universidade de Maryland.

Chelsea, de 28 anos, tornou-se uma militante política ativa desde o fim do ano passado, quando resolveu dar um tempo em sua carreira em uma importante consultoria de fundos de pensão para ajudar Hillary.

No início, Chelsea tinha um papel mais secundário, mas aos poucos foi conquistando seu espaço em áreas estratégicas da campanha - seja para falar em universidades sobre as propostas de sua mãe ou tomar café da manhã com um superdelegado de 21 anos, como fez em fevereiro. A filha dos Clinton também passou por maus bocados quando, em duas sessões de pergunta e resposta com estudantes, foi questionada sobre o caso extraconjugal que seu pai, o ex-presidente Bill Clinton (1993-2000), teve com a estagiária Monica Lewinsky, em 1998. A resposta de Chelsea em ambas ocasiões foi ríspida: Não é da sua conta.

CONEXÃO

Hillary precisa aparecer mais acessível ao eleitorado e Chelsea dá uma perspectiva mais pessoal para as políticas defendidas por sua mãe, afirmou Julie Barko Germany, diretora do Instituto para Política, Democracia e Internet da Universidade George Washington. Ela está conectada com o público em um nível diferente e isso ajuda a promover as propostas de Hillary.

Já Meghan, de 23 anos, tem um papel diferente na campanha do senador McCain. Formada em história da arte, ela já trabalhou na revista Newsweek e no programa Saturday Night Live e agora montou um blog no qual tenta mostrar o lado humano da campanha de seu pai, com fotos, vídeos e curiosidades sobre o candidato republicano e sua família. Em McCainBloguette.com, Meghan evita falar sobre as propostas do senador, mas comenta desde o apoio que McCain recebeu do ex-presidente George H. Bush (1989-1993) até o tipo de sapato que o ex-secretário de Estado Henry Kissinger usou em um dos eventos de campanha.

Diferente de Chelsea, que tem suas palestras com estudantes divulgadas pela imprensa, Meghan conseguiu encontrar em seu blog sua própria voz, afirmou Levine. Segundo Julie, Meghan trouxe uma energia diferente para a campanha. A maneira com a qual ela cobre os eventos, postando fotos e arquivos multimídia, dá a sensação de que ela está cobrindo a turnê de uma banda famosa e McCain precisa disso para aparecer mais jovem, diz Julie, referindo-se às críticas de que o senador, de 71 anos, seria velho demais para assumir a presidência.

De acordo com Julie, a participação das filhas de candidatos na campanha ajuda a atrair a atenção dos jovens e mais votos. Políticos tendem a se apresentar de uma maneira muito perfeita - às vezes eles parecem perfeitos demais para seres humanos - e a participação de parentes ajuda a humanizar a imagem do candidato.

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