"ATÉ DE FUSCA NÓS IREMOS"
Gaúcho cruza as Américas de fusca e chega a Nova York para a Copa 2026
Após meses de estrada e desafios burocráticos, Guilherme Martin Nunes completa jornada épica


A bordo de um Fusca 1971, o gaúcho Guilherme Martin Nunes alcançou, no dia 9 de junho de 2026, um dos destinos mais emblemáticos de sua trajetória: Nova York. A chegada à metrópole americana marca o ápice do projeto "Até de Fusca nós iremos", uma odisseia de aproximadamente 14 mil quilômetros que transformou um clássico da engenharia alemã em um símbolo de resistência e paixão pelo futebol brasileiro.
A cronologia e o trajeto da aventura

A história começou em 2 de março de 2026, quando Guilherme partiu de Porto Alegre (RS). O objetivo era cruzar 11 países até chegar aos EUA para acompanhar a seleção brasileira na Copa do Mundo. A rota exigiu uma logística complexa, atravessando a América do Sul, América Central e, finalmente, o território norte-americano.
O planejamento e o "Pé de Pano"
Antes da partida, Guilherme adaptou seu fusca azul para ser uma casa autossuficiente, removendo bancos para instalar cama, geladeira e cozinha portátil.
Os desafios no caminho
A rota enfrentou seu maior teste no Peru, onde uma divergência documental no motor obrigou o gaúcho a retornar a Uruguaiana (RS) para regularizar a peça original, atrasando seu cronograma inicial.
O itinerário rumo aos EUA
Após cruzar fronteiras desafiadoras na América do Sul e os países da América Central, Guilherme enfrentou a complexa logística de transporte do veículo via contêiner (entre Colômbia e Panamá) antes de avançar pelas estradas da América do Norte.
A chegada triunfal
No dia 9 de junho, o "Pé de Pano" rodou pelas ruas de Nova York, cumprindo a meta de chegar a tempo para o jogo de estreia da seleção na cidade.
O fusca como símbolo da torcida
Ao chegar em Nova York, o fusca adesivado com as cores do Grêmio e da seleção brasileira tornou-se um ponto de encontro para a comunidade brasileira nos EUA. Mais do que um meio de transporte, o veículo funciona como uma "embaixada itinerante", onde Guilherme compartilha a experiência de percorrer 14 mil quilômetros com outros torcedores que se reúnem nas cidades-sede.
Para o gaúcho, a estratégia agora é a mobilidade inteligente. Com o custo elevado dos ingressos, ele prioriza a participação em Fan Fests e concentrações em Nova York, Filadélfia e Miami — cidades que compõem o roteiro da fase de grupos do Brasil na competição.
Trajetória inspiradora
A conclusão da viagem até Nova York é um marco de resiliência. Guilherme provou que, com planejamento e a mecânica em dia, é possível superar obstáculos que desencorajariam a maioria dos viajantes.
Sua jornada não é apenas sobre chegar ao destino, mas sobre a superação de problemas técnicos e burocráticos que fazem de cada quilômetro uma vitória para os amantes de grandes aventuras.
Segundo guilherme, a jornada continua pelas estradas americanas, reafirmando que, para um verdadeiro apaixonado, o caminho é tão importante quanto o gol da vitória.