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Índia acusa Paquistão de tramar o atentado de Mumbai

Uma agência de espionagem do Paquistão orquestrou o atentado a bomba de 11 de julho contra sete trens em Mumbai, matando mais de 200 pessoas, disse o chefe de polícia desta cidade indiana, numa acusação que põe em risco o já frágil processo de paz entre os dois países vizinhos detentores de armas nucleares.
As autoridades paquistanesas imediatamente negaram a acusação, com o Ministério das Relações Exteriores divulgando uma nota em que classifica os comentários do chefe de polícia de Mumbai, A.N. Roy, de "irresponsáveis". Um ataque em 2001 ao Parlamento da Índia, atribuído à mesma agência, quase levou a índia e o Paquistão à guerra.
Mas Roy afirmou que uma investigação intensiva, que incluiu o interrogatório de suspeitos nos quais havia sido aplicado o "soro da verdade", revelou que a agência paquistanesa Diretoria de Serviços de Inteligência Inter, ISI, está por trás dos atentados.
"A conspiração foi realizada no Paquistão", disse Roy em entrevista coletiva à imprensa. "O atentado foi patrocinado pela ISI e executado por membros do Lashkar-e-Tayyava com a ajuda dos Movimento dos Estudantes Islâmicos da Índia". O Lashkar-e-Tayyaba, ou Exército dos Puros, é um grupo islâmico com sede no Paquistão, enquanto o Movimento de Estudantes Islâmicos da Índia (SIMI) é uma organização muçulmana banida no país.
Roy disse que 15 pessoas foram detidas até agora, incluindo 11 paquistaneses. Três indianos continuam foragidos, ele acrescentou, e outro paquistanês foi morto nos atentados. Agentes da inteligência paquistanesa começaram a planejar os ataques em março e depois forneceram recursos financeiros e treinamento para os terroristas na cidade paquistanesa de Bahawalpur, um centro de atividade de militantes muçulmanos, disse.
As acusações foram negadas pelo Paquistão. "Rejeitamos estas acusações e pedimos que a Índia nos apresente qualquer prova, se existir", disse o ministro para a Informação, Tariq Azim.