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Índia inicia longas eleições para escolher parlamentares

Publicado quinta-feira, 16 de abril de 2009 às 13:23 h | Atualizado em 16/04/2009, 13:23 | Autor: Agencia Estado
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Em pequenos vilarejos e grandes metrópoles, os indianos iniciaram hoje o longo processo de votação para escolher os ocupantes das cadeiras parlamentares. A votação é a primeira de cinco fases, nas quais aproximadamente 714 milhões de pessoas poderão votar - mais de 140 milhões podem ir às urnas hoje -, num momento em que o gigante asiático se depara com os problemas da crise econômica internacional. Houve relatos de violência causada por guerrilheiros maoistas, incluindo seis soldados mortos hoje na explosão de uma mina no Estado de Jharkhand, no leste do país, e três funcionários eleitorais sequestrados.

Porém, as autoridades esperam um grande comparecimento, mesmo na área mais violenta do país. "As pessoas querem que a democracia triunfe", disse Tarun Gogoi, o principal funcionário no Estado de Assan, no nordeste da Índia, área assolada por insurgentes. "Eu sei da ameaça dos militantes, mas não se pode ficar em casa pelo medo", disse Monalisa Bordoloi, de 30 anos, moradora de uma isolada vila nesse Estado.

Com mais de 1,2 bilhão de habitantes, a Índia geralmente realiza eleições em etapas por questões logísticas e de segurança. Os resultados estão previstos para 16 de maio. No entanto, ninguém espera um vencedor claro. Pesquisas indicam que nem o Partido do Congresso, líder da coalizão governista, nem o Bharatiya Janata, da oposição nacionalista hindu, terão cadeiras suficientes no Parlamento de 543 membros para governar sem apoio. O vencedor buscará alianças com vários partidos pequenos, o que deve se traduzir em uma coalizão instável.

Hoje estão em jogo 124 cadeiras parlamentares. O Partido do Congresso, há cinco anos no poder, viu seu principal trunfo ameaçado com a desaceleração econômica do país, após anos de crescimento espetacular. Já o Bharatiya Janata enfrenta divisões internas e é criticado pela excessiva dureza de sua política antiterror. A legenda também é acusada de fomentar divisões entre a maioria hindu e a importante minoria muçulmana indiana. Os dois principais partidos perderam espaço para siglas menores, focadas em temas locais ou em castas particulares, dentro do complexo sistema social hindu.

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