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Índia já tem 163 mortos e 460 feridos em explosões

Oito explosões atingiram hoje o sistema ferroviário de Mumbai (ex-Bombaim), a capital financeira da Índia, matando pelo menos 163 pessoas e ferindo mais de 460, informaram as autoridades.
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse que as explosões foram obra de terroristas e convocou uma reunião de emergência de seu gabinete.
As explosões ocorreram horas após ataques com granadas cometidos por extremistas islâmicos matarem pelo menos oito pessoas em Srinagar, a principal cidade da Caxemira indiana. Dezenas de grupos militantes vêm combatendo o domínio indiano de parte da Caxemira, exigindo a independência da região de maioria islâmica ou sua união com o Paquistão, que condenou os atentados de hoje.
Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques, mas os atentados contra trens ocorreram quase simultaneamente - uma tática geralmente usada pelos militantes separatistas da Caxemira, responsabilizados por vários atentados no passado. As autoridades declararam estado de alerta em todo o país, e os aeroportos tiveram suas medidas de segurança ampliadas.
Como Nova York e Londres, Mumbai (com 18 milhões de habitantes) é um alvo fácil para os militantes que querem causar o máximo de dano e destruição. Mais de 6 milhões de pessoas, a maioria pobres, chegam à cidade e voltam para os subúrbios em trens abarrotados.
Os atentados ocorreram na hora do rush (entre as 18h24 e 18h35), quando um trem de passageiros com nove vagões transporta mais de 4.500 pessoas, cerca de três vezes a sua capacidade. Espremidos e ansiosos para voltar para casa após um dia de trabalho, nenhum trabalhador de Mumbai notaria um pacote ou uma sacola suspeita.
O caos tomou conta do sistema ferroviário da cidade após os atentados, enquanto as autoridades tentavam determinar a gravidade da situação. Os passageiros fugiam das estações em pânico, e as autoridades suspenderam todos os serviços de trens de subúrbio. A busca por informações causou o colapso das linhas de telefones celulares.
As tevês mostravam os metais retorcidos dos vagões atingidos pelas explosões, vítimas estendidas no chão e pessoas com as roupas encharcadas de sangue carregando os mortos e os feridos, muitos mutilados. Horas depois dos atentados, ambulâncias continuavam chegando aos superlotados hospitais de Mumbai, que pediam à população que doasse sangue. Centenas de voluntários apresentaram-se para ajudar no serviço de emergência, enquanto centenas de pessoas buscavam informações sobre parentes e amigos.
"Eu falei com ele 10 minutos antes de ele morrer", disse Haji Mastan, que chorava descontroladamente após saber da morte de seu sobrinho Mukti Darvesh. "Ele era tão jovem, era uma criança."
A primeira explosão ocorreu em um trem na estação de Khar. Um repórter da TV CNN-IBN da Índia, que viajava no trem, disse que a explosão ocorreu no vagão da primeira classe. A polícia disse que todas as explosões ocorreram em trens. Alguns estavam parados nas estações e outros, em movimento.