MUNDO
Políticos paraguaios se acorrentam para exigir libertação de Oviedo
Cinco deputados e cinco senadores paraguaios do opositor partido Unase se acorrentaram nesta quarta-feira de forma simbólica em frente ao Palácio de Justiça, em Assunção, para repudiar a "manipulação da Justiça pelo Poder Executivo" contra seu líder preso, Lino Oviedo.
"É uma Justiça corrupta e politizada que perdoa os saques cometidos pelos ex-presidentes (Juan Carlos) Wasmosy, Luis González Macchi e seus principais amigos e só se interessa em manter de qualquer forma Oviedo preso", disseram os manifestantes.
Entre os acorrentados, que permaneceram durante oito horas presos simbolicamente a um dos grandes muros de mármore da explanada do Palácio da Justiça, estava o presidente do Congresso, Enrique González Quintana.
"O único objetivo do oficialismo é evitar que Lino Oviedo volte a ser candidato a presidente da República em 2008", disse González Quintana.
O parlamentar explicou que todas as acusações de corrupção contra o ex-presidente Wasmosy (1993/98) e seu sucessor González Macchi, pertencentes ao Partido Colorado, no poder há 60 anos, "vão pelo caminho da extinção pela aura de impunidade que os rodeiam".
O governo considera que Oviedo deve cumprir 10 anos de prisão por uma tentativa de golpe em 1996.
Oviedo é acusado de ser o autor intelectual do assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, e de outras sete pessoas na Praça do Congresso, durante incidentes em março de 1999.
Oviedo passou cinco anos exilado no Brasil (1999/2004), mas em junho de 2004 se apresentou à Justiça do Paraguai, onde foi preso.
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