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Rei saudita encontra-se pela 1ª vez com papa

Agencia Estado

Por Agencia Estado

06/11/2007 - 13:30 h

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O rei da Arábia Saudita teve uma reunião histórica hoje com o papa Bento XVI, a primeira entre um pontífice e o monarca saudita. O Vaticano afirmou que a questão da "presença e trabalho positivos dos cristãos (na Arábia Saudita) foi tratada" durante as discussões entre o papa e o rei Abdullah, que é o protetor dos lugares mais sagrados do Islã.

As conversações foram "cordiais" e permitiram uma ampla discussão sobre a necessidade de um diálogo inter-religioso e intercultural entre cristãos, muçulmanos e judeus "para a promoção da paz, justiça e valores espirituais e morais, especialmente em apoio à família", afirmou o Vaticano num comunicado. Os dois lados enfatizaram a necessidade de uma "solução justa" para o conflito israelense-palestino, acrescentou.

Bento XVI tem dito que quer fazer contato com todos os países que ainda não têm relações diplomáticas com a Santa Sé, como a Arábia Saudita e China. Ao mesmo tempo, Bento e outras autoridades do Vaticano reclamam que cristãos não têm permissão de expressar abertamente sua fé na Arábia Saudita e são proibidas de abrir igrejas no reino.

O jornal do Vaticano, LOsservatore Romano, destacou que mais de um milhão de trabalhadores estrangeiros na Arábia Saudita professam o cristianismo. Abdullah também se reuniu separadamente com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone.

O encontro

No começo da audiência, Bento XVI recebeu calorosamente Abdullah, segurando suas mãos antes de entrarem para a conversa privada de 30 minutos em sua biblioteca. A audiência foi pedida por Abdullah, que promove um giro pela Europa. Ele já havia visitado anteriormente o Vaticano duas vezes, quando era príncipe herdeiro e vice-primeiro-ministro, se reunindo com o antecessor de Bento, o papa João Paulo II.

No fim do encontro, Abdullah presenteou Bento XVI com uma espada dourada cravejada de pedras preciosas e uma estátua de ouro e prata de uma palmeira e um homem montado num camelo. O papa admirou a estátua, mas mal tocou na espada.

Bento XVI provocou revolta no mundo muçulmano em 2006 ao associar o Islã à violência. Ele disse que havia sido mal interpretado e lamentou ter ofendido os muçulmanos. Desde então, ele se reuniu com vários líderes islâmicos e um ano atrás visitou a majoritariamente muçulmana Turquia. O Vaticano diz que ele quer promover o diálogo com muçulmanos moderados.

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