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Reino Unido passa a cobrar imposto sobre refrigerantes

O Reino Unido validou, na semana passada, uma lei que obriga fabricantes de refrigerantes e outras bebidas não alcoólicas a pagar uma taxa sobre produtos com adição de açúcar. O novo imposto tem como objetivo reduzir a obesidade, sobretudo infantil.
A taxa foi anunciada há dois anos ainda pelo governo do ex-primeiro-ministro David Cameron, e será cobrada dos fabricantes sobre a produção e importação de todas as bebidas com açúcar adicionado.
O governo cobrará 8 centavos por litro de bebidas com 5 a 8 gramas de açúcar por 100 mililitros. O valor chega a 24 centavos por litro para bebidas que têm mais de 8 gramas de açúcar por 100 ml. Segundo o Ministério das Finanças, mais da metade dos fabricantes já anunciou que está mudando a fórmula de suas bebidas para cortar o teor de açúcar e evitar o imposto.
De acordo com o secretário de Saúde Pública, Steve Brine, o novo imposto ajudará a reduzir o consumo de açúcar e a financiar programas esportivos para crianças e a distribuição de café da manhã nas escolas.
“Nossos adolescentes consomem em média o equivalente a uma banheira cheia de bebidas açucaradas a cada ano, o que contribui para o preocupante crescimento da obesidade no país”, afirmou em comunicado oficial.
No Reino Unido, um em cada quatro adultos é obeso, uma taxa que quadruplicou nos últimos 25 anos. Estima-se que até 2050 mais da metade dos britânicos esteja acima do peso.
O aumento na tributação de bebidas açucaradas é apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma importante estratégia para se reduzir e prevenir a obesidade. O Datafolha apurou, em setembro do ano passado, que diante de um aumento nos preços, 74% dos brasileiros consumiriam a bebida com menos frequência.
De acordo com María Dolores Pérez-Rosales, representante adjunta da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, aumentar o preço de bebidas adoçadas é uma das medidas mais estratégicas para melhorar a alimentação da população brasileira, bem como reduzir a carga da obesidade.