FENÔMENO CLIMÁTICO
Sobe para 85 o número de mortos por frente fria nos EUA
A gravidade do cenário levou ao envio de centenas de militares da Guarda Nacional

A intensa massa de ar polar que avança sobre os Estados Unidos já provocou ao menos 85 mortes, conforme levantamento atualizado divulgado nesta sexta-feira, 30, pela agência Associated Press (AP), a partir de dados oficiais dos estados atingidos.
O fenômeno climático atinge, desde o início da semana, mais de 20 estados, principalmente no sul do país — região pouco preparada para temperaturas extremas — além de áreas do leste norte-americano. Em alguns pontos, os termômetros marcaram até -45°C, e meteorologistas alertam para a chegada de uma nova frente fria ainda mais intensa nas próximas horas.
De acordo com a AP, cerca de metade das mortes foi registrada nos estados do:
- Tennessee;
- Mississippi;
- Louisiana;
Onda de nevascas, estradas congeladas e longos períodos sem energia elétrica agravaram a situação.
Na cidade de Nova York, autoridades contabilizaram dez mortes em vias públicas desde o início da onda de frio. O prefeito Zohran Mamdani afirmou que a principal hipótese é hipotermia.
Na quinta-feira, 29, a gravidade do cenário levou ao envio de centenas de militares da Guarda Nacional para o Mississippi e o Tennessee. As equipes atuam na retirada de destroços, no resgate de motoristas ilhados pelo gelo e no apoio a moradores que permanecem sem eletricidade.
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Nova queda nas temperaturas
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que uma nova incursão de ar ártico deve derrubar ainda mais as temperaturas no sudeste do país. Em cidades como Nashville, no Tennessee, a previsão é de -10°C durante a noite desta sexta-feira. A cidade enfrenta uma crise prolongada no fornecimento de energia, com mais de 79 mil imóveis sem luz há cinco dias.
Agentes públicos têm intensificado visitas a residências de idosos que vivem sozinhos. Segundo Harriet Wallace, funcionária de uma agência de assistência social em Nashville, muitos moradores foram encontrados em condições precárias.
“Eles estão enrolados em cobertores, sem televisão, sem energia, sem qualquer conforto. Alguns já demonstram sinais de confusão mental”, relatou.
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