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Telegram é investigado por material de abuso sexual infantil

Autoridade apura suspeitas de compartilhamento de material de abuso infantil na plataforma

Gustavo Zambianco
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A agência reguladora de comunicações do Reino Unido, a Ofcom, abriu, nesta terça-feira, 21, uma investigação contra o Telegram após indícios de que material de abuso sexual infantil estaria sendo compartilhado na plataforma.

A apuração integra esforços do governo do Reino Unido para reforçar a proteção de crianças no ambiente digital e responsabilizar empresas de tecnologia por conteúdos ilegais.

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Pressão por regras mais rígidas

A iniciativa ocorre no contexto da Lei de Segurança Online de 2023, que estabeleceu normas mais duras para redes sociais como Facebook, YouTube e TikTok.

O primeiro-ministro Keir Starmer tem defendido medidas ainda mais rigorosas, incluindo a possibilidade de restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais.

Evidências e apuração

Segundo a Ofcom, foram recebidas evidências do Centro Canadense de Proteção à Criança sobre a presença desse tipo de conteúdo no Telegram. A agência também realizou uma análise própria antes de abrir a investigação.

O órgão afirmou que irá verificar se a plataforma falhou em cumprir suas obrigações legais no combate a conteúdos ilegais.

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Resposta do Telegram

O Telegram negou as acusações e afirmou que, desde 2018, vem combatendo esse tipo de conteúdo com sistemas automatizados de detecção.

Em nota, a empresa declarou estar “surpresa” com a investigação e sugeriu que a medida pode fazer parte de um movimento mais amplo contra plataformas que defendem privacidade e liberdade de expressão.

Outras investigações

A Ofcom também abriu investigações contra as plataformas Teen Chat e Chat Avenue, para avaliar se estão protegendo crianças contra riscos como aliciamento.

A diretora de fiscalização do órgão, Suzanne Cater, foi direta:

“Essas empresas precisam fazer mais para proteger as crianças, ou enfrentarão sérias consequências.”

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