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Xanana Gusmão propõe coalizão de quarto partidos

Agencia Estado
Por Agencia Estado

O herói da independência do Timor Leste Xanana Gusmão propôs hoje uma coalizão de quatro partidos para assumir o poder, excluindo o Fretilin, partido governista que venceu por pequena margem as eleições parlamentares do último fim de semana. A coalizão, que seria encabeçada pelo partido Congresso Nacional para a Reconstrução do Timor Leste, teria a maioria dos 65 assentos do Parlamento, colocando para escanteio o Fretilin, que conseguiu 29% dos votos no pleito. A aliança terá de se submeter à aprovação do presidente José Ramos-Horta.

"Decidimos nos juntar em torno de uma coalizão para formar o novo governo, e queremos assumir esta responsabilidade", disse Gusmão, que se recusou a dizer se pretende ser o novo primeiro-ministro caso a coalizão venha a ser aprovada. Gusmão, que já ocupou a presidência, é reverenciado pelo papel que teve na independência do país, após um martírio de 24 anos de ocupação da vizinha Indonésia.

O chefe do Fretilin, Mari Alkatiri, advertiu que tal "proposta seria um erro", um sinal de uma possível escalada da tensão política na pequena e empobrecida nação asiática, que ainda se recupera de um ano inteiro de violência e caos político. O Fretilin promete reagir à proposta. Alkatiri disse que seu partido tem o direito de formar um governo porque ganhou nas urnas e ainda mantém contatos com outras agremiações no sentido de consolidar uma outra aliança. Sem outros partidos, o enfraquecido Fretilin terá dificuldade para governar em minoria.

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