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ESPERA SEM FIM

Moradores de Areias cobram na justiça andamento de ação contra Tronox

Juíza responsável pelo caso se declarou suspeita para julgar e processo aberto em 2007 será designado a um juiz substituto.

Alan Rodrigues
Por Alan Rodrigues
Rita, Cardoso, e pastor Lucas estiveram no Fórum de Camaçari para cobrar celeridade da Justiça
Rita, Cardoso, e pastor Lucas estiveram no Fórum de Camaçari para cobrar celeridade da Justiça - Foto: Alan Rodrigues | AG. A TARDE

Moradores da comunidade de Areias, na orla de Camaçari, estiveram nesta quinta-feira, 31, no Fórum Clemente Mariani para cobrar o andamento do processo movido contra a indústria química Tronox, sob a alegação de que a empresa foi causadora da poluição do ar e da água do lençol freático consumida na localidade, resultando num alto índice de doenças crônicas.

São pelo menos 87 pessoas que participam da ação coletiva, impetrada em 2007 e que, até o presente momento, não teve sequer o procedimento de instrução processual. A informação é de Carlos Cardoso, que encabeça a ação e teve uma perna amputada devido a um câncer ósseo.

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"Desde 2007 não foi instruído, nós queremos indenização pela poluição da Tronox. É um crime continuado que está ocorrendo lá", indigna-se Cardoso. "Tem gente que vai pro Aristides Maltez e não tem dinheiro pro transporte", acrescenta. Além da indenização, os reclamantes solicitam o custeio dos tratamentos a que precisam se submeter, além de um levantamento coletivo das condições de saúde em Areias.

Rita de Cassia dos Santos faz quimioterapia no Aristides Maltez e também esteve no fórum em busca de um alento. Ela tam câncer no intestino e acaba de descobrir quatro nódulos no fígado. Lindival Viana de Santana, conhecido como pastor Lucas, relata problemas de respiração dos filhos. "As crianças sentem cansaço, só dormem com nebulização e usam bombinhas para asma", diz.

Suspeição

Cardoso, Rita e pastor Lucas foram atendidos na secretaria da 2ª vara cível, onde exigiram a presença da juíza até então responsável pelo caso, Íris Cristina Pita Seixas Teixeira. O diretor do cartório da vara, Fábio Ramos de Oliveira, acatou o pedido e disse que solicitaria a presença da magiatrada.

No entanto, após alguma demora, o diretor retornou com a informação de que a juíza, após 8 anos à frente do processo se declarou suspeita para o julgamento. Com isso, a ação será designada para um juiz substituto, o que deve retardar por, no mínimo, mais alguns meses, a sua tramitação, uma vez que o magistradoterá que tomar conhecimento dos autos.

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Tags

Ação coletiva Morosidade da Justiça Tronox Vítimas da poluição

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