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Roubo e vandalismo provocam prejuízo de R$ 4 milhões por ano

Publicado quarta-feira, 26 de outubro de 2011 às 23:44 h | Atualizado em 26/10/2011, 23:54 | Autor: José Lopes
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O prejuízo causado pela destruição de equipamentos públicos como praças e monumentos e iluminação pública custa cerca de R$ 4 milhões por ano aos cofres do Município de Salvador. De acordo com o secretário municipal de Serviços Públicos (Sesp), Marcelo Abreu, o setor mais afetado pela ação dos vândalos é o de iluminação pública, que tem um prejuízo anual em torno de  R$ 3 milhões com o furto de cabos e outros equipamentos utilizados no fornecimento de energia.

Coordenador de iluminação pública da Sesp, Raimundo Dias explica que a manutenção das redes de subestação são de responsabilidade da Prefeitura, enquanto a reposição de cabos e transformadores da rede aérea fica a cargo da Coelba.

O gerente de expansão de rede da Coelba, Paulo Bezerra informa que, de janeiro a agosto deste ano, 23 quilômetros de fios e 64 transformadores já foram roubados, dando um prejuízo de R$ 309 mil à empresa. A Região Metropolitana de Salvador (RMS) concentra mais da metade das ocorrências.

“Além de provocarem a interrupção no fornecimento de energia, esses roubos colocam a vida das pessoas em risco. Por isso, é importante que a população mantenha contato com a Coelba, para que a gente identifique o problema”, solicita Bezerra. Ele explica que as denúncias podem ser feitas anônimamente pelo telefone 0800-071-0800.

Vulnerabilidade - Raimundo Dias informa que as avenidas Caribé, Vasco da Gama, Bonocô, Centenário, Luís Eduardo Magalhães, Magalhães Neto, Garibaldi, Orla e avenidas do Centro Administrativo concentram os maiores índices de furtos. Segundo ele, os marginais costumam utilizar um pêndulo com lata, corda e pedra para puxar os fios dos postes e provocam curto-circuito na rede com a queima de óleo dieesel nos fios, o que destrava os transformadores. Só então, eles cortam os fios e tiram o núcleo de cobre ou alumínio dos transformadores, o que leva à falta de iluminação na via.

Segundo Dias, os metais roubados são vendidos para ferros-velhos e o índice de furtos costuma aumentar em períodos de festas como Carnaval, São João e Natal. “Nesses períodos, ficamos como malucos. Nossas equipes fazem fiscalização 24 horas, temos a assistência da Polícia Militar e da Guarda Municipal, mas isso ainda é muito pouco para o tamanho do problema. Infelizmente, em vias públicas, somos vulneráveis”, lamenta o gestor.

O presidente da Companhia Municipal de Desenvolvimento Urbano (Desal), Euvaldo Jorge, informa que o vandalismo em praças, monumentos e equipamentos públicos provoca um prejuízo médio de cerca de R$ 3 mil por dia na capital, ficando em cerca de R$ 1 milhão por ano.

Endemia - O sentimento de impotência do gestor diante do vandalismo é tamanho, que ele chega a considerar o fenômeno uma “doença endêmica” (que ocorre em grande quantidade numa determinada região) em Salvador. “O vandalismo não atinge só o patrimônio público. Até sua casa ou o seu carro na rua podem ser atingidos”, denuncia Euvaldo Jorge.

Um dos cartões postais do Centro Histórico da cidade, o monumento da Cruz Caída, do artista plástico Cravo Neto, por exemplo, teria passado, segundo Jorge, há cerca de um mês por uma reforma da Desal, mas nesta quarta, já estava novamente coberto por  inscrições e pichações.

Museóloga responsável pelo acervo quadricentenário do Museu da Misericórdia, localizado ao lado da Cruz Caída, Jane Palma admite preocupação com o estado de depredação da região. “Não só o Museu da Misericórdia, mas todos nós, enquanto baianos e soteropolitanos estamos sendo atingidos por essa degradação”, denuncia.

Telefones para denunciar ações de vandalismo:

Sesp - 3186-5044 / Ouvidoria do Município - 156 / Polícia Militar - 190

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