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OLHAR RUBRO-NEGRO

Em campo e fora dele, mais do mesmo

Jornalista l olharrubronegro@gmail.com

Por Jornalista l [email protected]

11/05/2018 - 7:31 h | Atualizada em 11/05/2018 - 10:52

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Vitória foi eliminado pelo Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil
Vitória foi eliminado pelo Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil -

Discordo de quem fala que o futebol é o esporte das surpresas. Não é. Zebra é exceção. Na maioria das vezes, prevalece a lógica, com o melhor time superando o de qualidade inferior. Foi o caso desta quinta, 10, quando o Vitória foi eliminado pelo Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil. Só o imponderável, como uma bola espirrada ou um gol contra, daria a vaga a esse Leão sem técnica, postura ou brio. Como o roteiro transcorreu sem sobressaltos, a equipe com melhores condições técnicas prevaleceu, vencendo por 3x1. Completamos uma sequência de dez jogos com apenas um triunfo. A vida está difícil na Toca.

Com menos de um minuto, o Corinthians chegou em chute de Rodriguinho. O Vitória tentou não se limitar a defender, mas cometeu os mesmos erros de marcação, deixando espaços. De novo, houve pouco tempo de posse de bola, algo a ser evitado quando se tem um sistema defensivo tão frágil. Sem articulação no meio, o time adotou a conhecida e pouco efetiva ligação direta.

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Assim, o Corinthians não demorou a exercer a esperada pressão, especialmente nas costas do improvisado lateral-direito José Welison. De tanto passar o ano improvisando na posição, por deficiência técnica ou contusões de jogadores natos dessa faixa de campo, estranho será quando um lateral autêntico jogar por ali.

Ao jogar a bola na parede, ela volta o tempo todo contra a gente. A brincadeira continua enquanto temos força para rebater a bola, mas chega uma hora que cansamos. Aí, ou o jogo acaba ou a bola passa por nós, vencendo o esforço defensivo. É bem isso o que ocorre com o Vitória. O time raramente fica mais que 15 segundos com a bola. Quando tem a posse, logo a cede. Não há troca de passes, não há construção de jogadas. São ondas e ondas de ataques contrários. Chega uma hora que ele funciona.

Até demorou de acontecer. O gol corintiano veio só aos 38 minutos do 1º tempo. Após falha de marcação de Neilton em um arremesso lateral, Gabriel chutou fraco para a área, Caíque rebateu para o meio e Maycon chutou entre as pernas do goleiro rubro-negro. Gol com participação direta de dois volantes dinâmicos, algo que nos falta.

Sem poder ofensivo, Mancini fez uma mudança para lançar o Vitória à frente. Tirou o único jogador que marcava no meio, Willian Farias, por um homem de área, André Lima. Mudança compreensível. Sem articulação ofensiva, restava um lance de bola parada ou balões para a área como salvação.

O time se abriu e pagou o preço. Em um contra-ataque, mais uma vez as costas da lateral-direita foi atacada. Romero chutou a primeira vez e Caíque, deficiente nos arremates rasteiros, tentou a costumeira defesa com os pés, em lugar de cair abafando a bola. Deu rebote, mas não venceu o segundo chute rasteiro. Com 12 minutos do 2º tempo, a classificação paulista estava praticamente encaminhada. E foi sacramentada pelo mesmo Romeiro oito minutos depois, em outro gol de cabeça levado pelo patético sistema defensivo.

Como previsto, o Vitória chegou ao gol da única forma possível. André Lima descontou aos 31, de cabeça, após escanteio. Seria um alento para uma equipe de qualidade tentar a recuperação. Não para esse Vitória sem brilho, com jogadores que não rendem sendo mantido titulares por partidas a fio.

Fora da Copa do Brasil, restam duas competições, com objetivos distintos. No Nordestão, que está no mata-mata e tem adversários mais acessíveis, nada além do título será digerido pela torcida. Já no Brasileirão, restam 44 pontos a serem conquistados, para evitar o rebaixamento. É o que há, sem choro nem vela.

Saudações Rubro-Negras, hoje e sempre!

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