OLHAR RUBRO-NEGRO
Primeiras Impressões
Por Jornalista l [email protected]
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Somente após uma sequência maior de partidas será possível avaliar o Vitória de forma mais justa. Começo de temporada é complicado para qualquer equipe, em especial para aquelas que passaram por reformulação profunda, como o Leão. Mas é claro que começar vencendo é sempre melhor, ainda mais em uma competição de tiro curto, a exemplo do Campeonato do Nordeste. Por essa razão, foi boa a estreia rubro-negra no torneio regional, apesar das evidentes oportunidades de melhoria, que são muitas.
Mais da metade do time que começou a partida diante do Sergipe não estava na Toca no ano passado. Apenas Fernando Miguel, Willian Farias, Kieza, David e Norberto figuravam no elenco em 2016, sendo que esse último pouco jogou. Cobrar entrosamento com apenas 13 dias de treinamentos mais físicos que com bola é injusto.
Porém, o Vitória não esteve desorganizado em campo, o que seria até compreensível caso ocorresse. Teve alguns momentos de bom toque de bola e soube sair de uma situação difícil, quando sofreu o gol de empate pouco depois de abrir o marcador. O time de Argel conseguiu conter o ímpeto do Sergipe, que buscou atuar nas costas dos laterais e contava com a vantagem de haver iniciado antes a temporada, incluindo jogos oficiais pelo estadual deles.
Quem também demonstrou força para sair de um momento complicado foi David. Titubeou no início do jogo e logo atraiu vaias por parte dos mais impacientes, em particular com pratas da casa. Mas em momento algum se escondeu em campo. O gol inaugural deu a tranquilidade que precisava. Jogou ainda melhor no segundo tempo, dando passe para o gol de Kieza e metendo até caneta no marcador. Com a perda de Marinho, o Vitória necessita de jogadores velozes como David, que pode ser peça bastante útil.
Destaco, também, a presença da dupla de volantes, possuidores de características que se complementam. Corrêa e Farias mostraram fôlego para aparecer em várias partes do campo, com boa qualidade de passe. O primeiro deles, inclusive, foi quem deixou David na cara do gol na abertura do placar.
Não gostei da insistência de fazer com que Kieza atue fora da área. Não sei se por diretriz do treinador ou vontade do atleta. A meu ver, ele rende muito mais jogando próximo ao gol. Nessa posição, como centroavante, quase fez um de cabeça, no último lance do primeiro tempo, e guardou o dele na etapa final, com uma bonita definição. A contratação de bons meias passadores faz crer que a bola chegará com mais qualidade ao atacante esse ano. Mas, se ele seguir atuando longe da área, seu potencial será menos aproveitado.
Bom público
Como disse, ainda é cedo para qualquer juízo de valor definitivo. O público presente foi positivo, considerando o dia de meio de semana, com horário ingrato e preço do ingresso com o mesmo valor do estacionamento do clube para não-sócios (R$ 30). O time ganhou seu primeiro jogo oficial e o gramado estava menos assustador que na ocasião do amistoso diante do Atlântico. Só que não dá para omitir a preocupação geral com o sistema defensivo. Levamos um gol de pelada ontem, por pura falta de atenção, além de um certo sufoco no começo da partida. Contra adversários mais qualificados que disputam esse mesmo Nordestão, pode ser fatal.
Saudações Rubro-Negras, hoje e sempre!
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