OPINIÃO
A Bahia dos transplantes
O êxito contínuo depende de seguir avançando o mutirão da solidariedade a fim de acudir quem padece ao leito

Por Redação

O ritmo de crescimento do número de transplantes realizados na Bahia revela o quanto podem alcançar, juntos, o poder público, representado pelo governo do estado, e a cidadania engajada.
Um sem o outro não alcançaria os 33% de aumento, saindo de 1.040 em 2024 para 1.384 no ano passado, segundo dados confiáveis da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia.
Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues estabelece diretrizes rumo ao décimo-segundo ano consecutivo de escalada dos procedimentos, as pessoas alargam as consciências, resultando em adesão para doações.
O êxito contínuo depende de seguir avançando o mutirão da solidariedade a fim de acudir quem padece ao leito. A comunicação, nesta perspectiva, torna-se bem intermediário para o acesso à felicidade de um sem-número de baianos e baianas, incluindo em mãos dadas, transplantados e familiares.
Tirar todas as dúvidas, ao tratar-se de pós-finitude, pode reduzir angústias e carrear reforços nesta gincana dos órgãos. Não é necessário registrar em documentos o desejo de doar, mas os familiares precisam saber desta autorização para oferta.
A doação só é efetivada após a assinatura de um parente de primeiro grau, como pai, mãe, irmãos e cônjuges, conforme determina a lei. Portanto, há uma necessidade, em vida, de deixar avisado, pois o dono dos rins, córneas e coração não mais poderá manifestar-se, em óbito, por suposto.
Por este outro viés, a batalha ideológica posiciona, uma vez mais, a comunicação como a barricada mais firme em defesa da saúde e do bem-estar. Pois enfrenta um arsenal poderoso o trabalho louvável de estender o tempo de existir a quem carrega o último fio de esperança.
Carregados de mensagens anticiência de teor mal-assombrado, canais de tevê, aberta e fechada, e de youtube, entre outros meios de internet, exigem resposta proporcional das forças do bem visando prosseguir prorrogando vidas.
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